Cidades que crescem sobre uma única atividade extrativa costumam definhar quando o recurso acaba. No extremo sul de Santa Catarina, Criciúma fez o contrário: usou o mesmo subsolo que sustentava as minas para virar potência em revestimento cerâmico e transformou antigas áreas degradadas em parques urbanos.
Como o carvão deixou de ser o motor da economia local?
A mineração perdeu espaço para uma cadeia industrial bem mais diversa. Segundo a Prefeitura de Criciúma, a cidade ficou conhecida no passado como Capital Nacional do Carvão, mas hoje sua economia gira em torno das indústrias cerâmica, de plásticos, química, metalomecânica e de confecção, com destaque também para inovação e tecnologia.
Os números mostram o tamanho da virada. A prefeitura registra que o município está entre os maiores produtores nacionais e mundiais de pisos e azulejos, é o terceiro maior polo nacional na produção de jeans e o maior polo estadual do setor de confecções, com cerca de 240 mil habitantes e Produto Interno Bruto superior a R$ 8 bilhões, entre os maiores de Santa Catarina. A cidade também aparece como a 4ª mais rápida do país para abertura de empresas.

O que a mina de visitação e a festa das etnias contam sobre a cidade?
Contam que a memória industrial virou atrativo em vez de constrangimento. A Prefeitura de Criciúma descreve a Mina de Visitação Otávio Fontana como um atrativo único, que resgata a história da extração do carvão mineral e permite ao visitante conhecer por dentro o trabalho que sustentou a região por décadas.
A herança da imigração aparece no calendário. A festa que começou como quermesse virou a Festa das Etnias, celebração das sete etnias que colonizaram o município, com gastronomia típica, danças e trajes tradicionais. Outro sinal dessa memória é a data de 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara, padroeira dos mineiros, marcada no calendário oficial da cidade.

O que ver na chamada cidade dos parques?
Boa parte das atrações fica no perímetro urbano e cabe em um fim de semana. Confira o que estrutura a visita, conforme a Prefeitura de Criciúma:
- Mina de Visitação Otávio Fontana: galeria preservada que reconstitui o cotidiano dos mineiros do carvão.
- Parque das Nações Cincinato Naspolini: maior área de lazer da cidade, com ciclovia, quadras e o centro de atendimento ao turista.
- Parque dos Imigrantes: espaço criado em área ligada ao passado carbonífero, hoje voltado ao lazer.
- Parque da Prefeitura: área verde no entorno do paço municipal, usada para caminhada e esportes.
- Parque Astronômico Albert Einstein: equipamento dedicado à divulgação científica, com agenda própria de visitação.
- Teatro Municipal Elias Angeloni: a única sala de espetáculos do sul do estado, segundo a prefeitura.
- Centro histórico: reúne a Praça Nereu Ramos, o Museu Augusto Casagrande e a Casa do Agente Ferroviário.
O vídeo do canal Coisas do Mundo, com mais de 46 mil visualizações, apresenta a cidade de Criciúma (SC), destacando sua herança na extração de carvão, sua diversificação econômica industrial e seu papel como um polo estratégico e promissor para se viver e investir no sul de Santa Catarina.
Como é o clima em Criciúma ao longo do ano?
O município fica a apenas 46 metros de altitude e tem clima subtropical, com temperaturas médias entre 15 e 30 graus ao longo do ano, conforme a prefeitura. Veja como as estações se comportam em Criciúma:
Médias de chuva com base no Climatempo. As condições variam de um ano para outro pela influência do El Niño, da La Niña e de outros fenômenos, então vale conferir a previsão atualizada antes da viagem.
Como se chega à cidade saindo de Florianópolis?
São cerca de 200 km entre a capital catarinense e o município, distância que a própria prefeitura registra e que costuma render pouco mais de duas horas de estrada pelo litoral sul. A cidade também conta com aeroporto próprio e terminal rodoviário no perímetro urbano.
A posição facilita emendar destinos. Criciúma faz vizinhança com Içara, Urussanga, Siderópolis e Nova Veneza, e fica a poucos quilômetros das praias do litoral sul catarinense, o que permite combinar programa urbano e mar no mesmo roteiro.
Conheça a cidade catarinense que virou parque sobre o antigo pó de carvão
O caso chama atenção porque a reconversão foi feita sem apagar a origem. A mesma cidade que abriu galerias subterrâneas hoje leva visitantes para dentro delas e transformou terrenos de mineração em áreas verdes públicas.











