A Braskem (BRKM5) anunciou um investimento de US$ 800 milhões (cerca de R$ 4,3 bilhões) na instalação de um novo polo petroquímico em Duque de Caxias (RJ), em parceria com a Petrobras (PETR4), conforme publicado pelo Estadão nesta quarta-feira (2).
Com capacidade para produzir entre 300 mil e 400 mil toneladas por ano de polietileno, matéria-prima essencial para a indústria de plásticos, o projeto representa o segundo polo petroquímico do estado do Rio de Janeiro e reforça o retorno da estatal ao setor, ainda que de forma indireta.
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Novo polo da Braskem e investimentos estruturantes
O novo polo terá aproximadamente metade do tamanho do polo petroquímico já existente em Campos Elíseos, também operado pela Braskem.
A planta será abastecida com etano proveniente dos 21 milhões de metros cúbicos diários de gás natural processados na Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Complexo de Energias Boaventura — antigo Comperj.
O antigo Comperj foi criado no primeiro mandato de Lula, com o objetivo de atrair empresas petroquímicas para Itaboraí (RJ). Após se tornar um dos símbolos da Operação Lava Jato, o projeto ficou paralisado por anos.
Na gestão Bolsonaro, o nome foi alterado para Gaslub, com foco em lubrificantes, mas a reconfiguração industrial não avançou.
Agora, rebatizado como Complexo de Energias Boaventura, o empreendimento ganha nova função com foco em combustíveis com baixo teor de enxofre, lubrificantes avançados e geração de energia com gás do pré-sal.
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A substituição da nafta por gás natural permitirá maior eficiência energética, redução de emissões e menor custo operacional. A Petrobras estima que os projetos somados devem gerar mais de 38 mil empregos diretos e indiretos.
Os investimentos fazem parte de um pacote de R$ 33 bilhões que inclui:
- R$ 26 bilhões no Complexo Boaventura
- R$ 2,4 bilhões em paradas programadas para manutenção na Refinaria Duque de Caxias (Reduc)
- R$ 900 milhões em termelétricas na Reduc
- R$ 4,3 bilhões na ampliação da unidade da Braskem
Expansão da capacidade de refino e combustíveis
O plano de negócios atual da Petrobras (2025-2029) prevê o aumento da capacidade de refino de 1,813 milhão para 2,105 milhões de barris por dia.
Para isso, serão construídas unidades de hidrocraqueamento Catalítico (HCC), hidrotratamento (HDT) e desparafinação por Isomerização com Hidrogênio (HIDW); além de unidades auxiliares, utilidades e off-sites (estruturas fora da planta principal).
A produção estimada será de:
- 12 mil barris/dia de óleos lubrificantes do grupo II (mais refinados)
- 75 mil barris/dia de diesel S-10 (baixo teor de enxofre)
- 20 mil barris/dia de querosene de aviação menos poluente
A Petrobras também planeja implantar um sistema de rerrefino de lubrificantes usados e ampliar sua produção de combustíveis renováveis.
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Termelétricas e geração de energia
O Complexo Boaventura poderá abrigar duas novas termelétricas: uma de 600 megawatts (MW) e outra de 1,2 gigawatts (GW).
Ambas dependem da realização do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), que ainda não tem data definida. Essas unidades reforçarão a capacidade de geração de energia da companhia com base no gás do pré-sal.
Na Reduc, também será construída uma central termelétrica a gás natural, com capacidade de 640 empregos gerados e investimento de R$ 860 milhões.
Apoio político e presença institucional
Os investimentos serão anunciados nesta sexta-feira (4), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Será a terceira visita de Lula à cidade em menos de um ano.
Na véspera, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, fará uma coletiva à imprensa para detalhar os projetos.
Chambriard classificou os investimentos como estruturantes e destacou a parceria com a Braskem como parte de um “ciclo virtuoso”, envolvendo infraestrutura energética, refino e petroquímica.
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Situação societária da Braskem
Sobre a composição acionária da Braskem, controlada por Novonor (ex-Odebrecht) e pela Petrobras (com 47% das ações com direito a voto), a executiva afirmou que a estatal acompanha os desdobramentos da possível venda da participação da Novonor ao empresário Nelson Tanure.
“Acompanhamos a Braskem de perto, a presença de Ramos aqui é a prova”, afirmou Chambriard, em referência ao diretor da Petrobras presente no momento do anúncio.











