A Wilson Sons avançou em sua estratégia de expansão ao adquirir a participação restante na Allink. Com o negócio, a companhia passa a deter a totalidade do capital da empresa especializada em logística internacional de cargas marítimas e aéreas, conforme publicado pelo O Globo nesta terça-feira (6).
A operação encerra a participação de executivos e fundadores no capital da Allink e consolida o controle da Wilson Sons sobre uma plataforma voltada ao transporte internacional, segmento diretamente ligado ao fluxo de importações e exportações brasileiras.
O anúncio ocorre poucos meses após a Wilson Sons ser incorporada pelo grupo MSC em uma transação de R$ 4,3 bilhões.
- 🔥 Seu dinheiro pode render mais! Receba um plano de investimentos gratuito, criado sob medida para você. [Acesse agora!]
Atuação da Allink no transporte internacional
A Allink atua como NVOCC (Non-Vessel-Operating Common Carrier), classificação utilizada no setor marítimo para empresas que organizam operações de transporte internacional sem operar embarcações próprias.
Nesse modelo, a companhia coordena embarques, consolida cargas e integra diferentes modais logísticos, como o marítimo e o aéreo.
Esse tipo de operação permite a oferta de soluções completas para clientes que dependem de rotas internacionais, com foco na gestão logística e no cumprimento de exigências regulatórias do comércio exterior.
Estrutura societária da Wilson Sons antes da transação
Antes da conclusão do negócio, a Wilson Sons detinha metade das ações da Allink. A parcela restante estava distribuída entre quatro sócios. Augusto Cezar Tavares Baião, ex-diretor-presidente da Wilson Sons, possuía 10% do capital. Christian Lachmann, também ex-executivo da companhia, detinha outros 10%.
Luiz Sérgio Fischer de Castro era titular de mais 10%, enquanto o fundador da Allink, Nelson Cajado, concentrava 20% das ações. Todos esses acionistas, aponta o jornal, estariam alienando suas participações na operação.
Wilson Sons expande com apoio do BNDES
Em paralelo à aquisição, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 331 milhões para o Tecon Rio Grande S/A, empresa controlada integralmente pela Wilson Sons.
Os recursos serão liberados por meio do Fundo da Marinha Mercante e destinados à modernização do terminal portuário localizado em Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
O plano de investimentos inclui a implantação de sistemas de automação no cais, adaptação da infraestrutura existente, compra de novos equipamentos e execução de obras de dragagem, necessárias para aprofundamento do canal e operação de embarcações de maior porte.
De acordo com dados divulgados pelo BNDES, em dezembro de 2024 o terminal apresentou crescimento de 233% no volume de cargas transbordadas e aumento de 45% na movimentação total de contêineres em relação ao mesmo mês de 2023.
Em comunicado oficial, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o financiamento deve fortalecer o papel do porto como centro logístico regional.
“O terminal vai melhorar a eficiência e a confiabilidade operacional, reduzindo o tempo de permanência dos navios e, como consequência, reduzindo os custos atrasos. Dessa maneira, vamos contribuir para consolidar o Tecon Rio Grande como um hub de comércio internacional para o Cone Sul, atraindo investimentos para o desenvolvimento econômico da região Sul do Brasil, uma prioridade do presidente Lula, onde o objetivo é impulsionar as exportações, gerar empregos e aumentar a receita do Estado.”
- 📩 Os bastidores do mercado direto no seu e-mail! Assine grátis e receba análises que fazem a diferença no seu bolso.
Atividades realizadas pelo Tecon Rio Grande
Atualmente, o terminal opera serviços de embarque e desembarque de cargas em navios de longo curso, utilizados no comércio internacional, e em rotas de cabotagem, que conectam portos dentro do território nacional.
A estrutura também oferece armazenagem alfandegada para mercadorias destinadas à importação e exportação, além de serviços de consolidação e desconsolidação de contêineres, processo necessário para inspeções realizadas por autoridades públicas.
Outras atividades incluem o fornecimento de energia elétrica e o controle de temperatura de contêineres refrigerados, utilizados no transporte de produtos que exigem condições específicas de conservação.




