Após contratar empréstimo de R$ 12 bilhões com os bancos, os Correios parcelaram, em 60 meses, dívidas fiscais que somam R$ 2,4 bilhões junto à Receita Federal e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) referentes a valores de PIS, Cofins e contribuição patronal pagos em atraso.
A medida tem como objetivo preservar o caixa da empresa em um contexto de restrição de liquidez, uma vez que o parcelamento permite o pagamento dos tributos ao longo do tempo, reduzindo o impacto imediato sobre o fluxo de caixa.
Segundo apuração do Valor, com a formalização do parcelamento, a situação da estatal voltou a ficar regularizada perante os órgãos federais.
- Quer investir com mais critério em 2026? Participe da Masterclass Virada Financeira, ao vivo no dia 10/02.
Débitos trabalhistas e regularização dos Correios
No ano passado, os Correios também atrasaram o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários. De acordo com interlocutores ouvidos sob condição de anonimato, os valores foram posteriormente regularizados.
No fim de 2025, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a bancos. Já no início deste ano, a estatal passou a implementar medidas previstas em seu plano de reestruturação.
A empresa segue em negociação com o Tesouro Nacional para definir o momento de acessar o restante dos recursos necessários para completar a necessidade total de financiamento estimada em R$ 20 bilhões para este ano.
Ainda faltam R$ 8 bilhões, que poderão ser obtidos por meio de uma nova rodada de empréstimos ou via aporte da União.
Reestruturação e novos modelos de negócio
Paralelamente às medidas financeiras, os Correios avançam em outras frentes do plano de reestruturação. Entre elas está a estruturação de novas parcerias, com foco na busca por diferentes modelos de negócio.
A empresa também iniciou, em janeiro, um novo programa de metas internas, alinhado ao processo de reorganização operacional.
Programa de desligamento voluntário (PDV) dos Correios
Outra frente prevista no plano é a preparação de um novo Programa de Desligamento Voluntário (PDV), previsto para fevereiro. O PDV prevê a saída de 10 mil funcionários ao longo de 2026.
O programa faz parte das iniciativas voltadas à adequação da estrutura de custos da empresa.
- Para quem quer parar de improvisar nas decisões financeiras, assistir a Masterclass Virada Financeira é o próximo passo.
Seleção para cargos estratégicos
Nesta semana, os Correios anunciaram a abertura de processos seletivos internos para a ocupação de cargos estratégicos de gestão. A iniciativa integra o plano de reestruturação e tem como foco a formação de uma equipe com perfil técnico.
“O objetivo é formar um corpo gerencial preparado para conduzir a empresa em um novo ciclo de sustentabilidade, inovação e fortalecimento institucional”, informou a empresa, em nota.
As vagas são destinadas aos cargos de superintendentes estaduais e superintendentes executivos na sede. Inicialmente, os processos seletivos buscam preencher posições atualmente ocupadas de forma provisória.
Também está prevista a formação de um ranking de desempenho, que poderá permitir, no futuro, a substituição de gestores que não atinjam os resultados esperados.









