As ações da Coca-Cola (KO) caíam em torno de 4% no pré-mercado na manhã desta terça-feira (10), após a divulgação dos resultados trimestrais. A companhia registrou lucro de US$ 2,27 bilhões no quarto trimestre, valor que corresponde à alta de 3% na comparação anual.
O lucro por ação ajustado, métrica que exclui itens extraordinários, ficou em US$ 0,58, superando a previsão dos analistas, de US$ 0,56.
Já a receita da Coca-Cola somou US$ 11,8 bilhões entre outubro e dezembro, crescimento de 2% na base anual. O número ficou abaixo das estimativas da LSEG, de US$ 12,03 bilhões. O baixo desempenho é atribuído ao enfraquecimento da demanda por refrigerantes na América do Norte e na Ásia.
“Os resultados que apresentamos ao longo de 2025 são encorajadores e mostraram a resiliência e bom momento dos nossos negócios”, declarou James Quincey, diretor-presidente da Coca-Cola.
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Às 10h50 (horário de Brasília), as ações da Coca-Cola (KO) caíam 1,36%, negociadas a US$ 77,95 em Nova York.
Até o fechamento do mercado nesta segunda-feira, as ações acumulavam alta de cerca de 22% nos últimos 12 meses, com o valor de mercado de aproximadamente US$ 335 bilhões.
Coca-Cola tem demanda mais fraca e sofre impacto com o GLP-1
O crescimento do volume de vendas da Coca-Cola ficou aquém do esperado após várias rodadas de aumentos de preços, principalmente na América do Norte.
Assim como concorrentes, a Coca-Cola também enfrenta dificuldades cambiais e custos de produção mais elevados.
Além do fator preço, a popularidade dos medicamentos para perda de peso à base de GLP-1 tem afastado consumidores de produtos com alto teor de açúcar, reduzindo a demanda por refrigerantes.
No cenário global, a divisão de água, bebidas esportivas, café e chá apresentou desempenho superior ao restante do portfólio. O volume avançou 3%, impulsionado pela maior demanda por marcas como Smartwater e Bodyarmor.
O segmento de refrigerantes teve volume estável no trimestre. Já o refrigerante que leva o nome da companhia registrou aumento de 1%.
Por outro lado, a divisão de sucos, laticínios com valor agregado e bebidas à base de plantas apresentou retração de 3% no volume. A procura maior por Fairlife foi compensada pela venda das operações de produtos acabados da Coca-Cola na Nigéria para um de seus engarrafadores.
Faturamento avança na América Latina
Na América Latina, incluindo o Brasil, a empresa registrou alta de 3% no faturamento do trimestre.
Em bases orgânicas, que excluem efeitos de câmbio e aquisições, o crescimento foi de 10%. Houve aumento de 4% nos volumes de concentrados e de 6% em preços e mix de produtos.
O volume de vendas por unidade avançou 1% no trimestre, em linha com o crescimento observado no período anterior.
Receitas orgânicas avançaram em 2025
A companhia informou que as receitas orgânicas cresceram 5% no ano. O desempenho foi impulsionado por alta de 4% nos volumes de vendas e por melhora de 1% em preços e mix de produtos.
A estratégia de reajustes vem sendo usada para compensar custos de produção mais altos, em um momento em que consumidores norte-americanos buscam opções mais baratas diante da inflação.
Balanço anual e projeções da Coca-Cola para 2026
Considerando o ano cheio, a Coca-Cola teve lucro de US$ 13,1 bilhões, valor que corresponde ao avanço de 23% em relação a 2024. Entre janeiro e dezembro, o faturamento aumentou 2%, chegando a US$ 47,9 bilhões.
Para 2026, a companhia projeta crescimento de 4% a 5% nas receitas orgânicas. Já o lucro por ação deve avançar entre 7% e 8% neste ano, tomando como base o resultado de US$ 3 por ação registrado no ano passado.
Assim como a rival PepsiCo, a Coca-Cola tem observado queda na demanda por suas bebidas, à medida que consumidores mais sensíveis a preços buscam economizar nas compras de supermercado, enquanto a divisão de água, bebidas esportivas, café e chá da Coca-Cola teve desempenho superior ao restante do portfólio da companhia.
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Movimento do setor
A rival PepsiCo anunciou na semana passada que reduzirá os preços de marcas como Lay’s e Doritos.
A decisão foi tomada em resposta à reação negativa de consumidores após vários aumentos aplicados nos últimos anos.











