O FMI (Fundo Monetário Internacional) estima que a inteligência artificial (IA) pode elevar a produtividade europeia em cerca de 1% ao longo de cinco anos. Em documento apresentado a ministros das Finanças da União Europeia em Dublin neste final de semana, porém, o fundo acredita que os benefícios, assim como os custos da IA devem ser distribuídos de forma desigual entre países, regiões e trabalhadores.
Dessa forma, ampliará desigualdades, sobrecarregando redes de energia e aprofundando a dependência de tecnologia estrangeira caso os governos não avancem na integração econômica. Nesse cenário, o FMI aponta que a conclusão do mercado único europeu ajudaria a distribuir melhor os benefícios da tecnologia entre os 27 países do bloco.
O FMI estima que cerca de 60% dos trabalhadores nas economias europeias avançadas estão em ocupações altamente expostas à IA. Enquanto parte desses profissionais pode usar ferramentas de IA para produzir mais, outra parcela corre o risco de ser deslocada à medida que tarefas rotineiras são automatizadas.
A avaliação ecoa preocupações já levantadas pelo ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi e pela Comissão Europeia sobre mercados fragmentados de capital, trabalho e energia que estão impedindo o investimento e a inovação.
Centros de dados já consomem 3% da eletricidade e pressionam grandes cidades
Os data centers da Europa respondem hoje por cerca de 3% da eletricidade consumida no continente. A demanda tende a crescer de forma acentuada com a expansão da IA.
O FMI cita Frankfurt, Londres, Amsterdã, Paris e Dublin como áreas mais expostas, onde aglomerados de centros de dados já pressionam as redes elétricas locais. A recomendação do Fundo é investir em infraestrutura de rede transfronteiriça e aprofundar a integração do mercado europeu de energia.
Europa pode repetir dependência estratégica, agora em modelos de IA
O documento alerta para o risco de a Europa desenvolver outra dependência estratégica, desta vez em relação a modelos de inteligência artificial, no cenário em que Estados Unidos e China dominam o desenvolvimento desses sistemas. Sem investimentos significativos no setor europeu de IA, o bloco ficará dependente de tecnologia estrangeira.
O FMI afirma que os ganhos provavelmente se distribuirão de forma desigual, com economias mais avançadas se beneficiando de maneira desproporcional por estarem melhor preparadas e mais expostas à tecnologia.
Nota de transparência: Este conteúdo contou com o auxílio de inteligência artificial na seleção e organização das informações, com base nas fontes citadas, e foi revisado por jornalistas antes da publicação.











