O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou alta de 1,04%, aos 129.650,03 pontos, na última sessão antes do feriado prolongado, refletindo a alta do petróleo diante das novas sinalizações da Opep+ (grupo que reúne os maiores exportadores de petróleo do mundo) de realizar uma manutenção da oferta controlada. O WTI valorizou 3,53%, enquanto o Brent subiu 3,20%.
No mercado internacional, que retornou as operações nesta segunda-feira, a semana iniciou em forte queda, devido às críticas do presidente Donald Trump ao presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.
Em sua rede social, Trump declarou que a economia desacelerará caso o Fed não reduza os juros, aumentando os receios de perda da independência do Banco Central em meio à tensão da guerra comercial. Nesta terça-feira (22), no entanto, o mercado recupera parte das perdas da véspera.
No Brasil, essa tensão já respinga no mercado internacional, impactando ativos brasileiros negociados em Nova York, podendo requerer ajustes na abertura do mercado na primeira sessão pós-feriado.
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Em meio ao clima de tensão e busca dos investidores por ativos seguros, o dólar abriu em queda de 0,16%, a R$ 5,79 e o dólar futuro recua 0,15%, a R$ 5,80. Os juros futuros abriram mistos, com a ponta mais curta em queda., enquanto o Ibovespa futuro cai 0,03%, aos 131.885 pontos.
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Manchetes desta manhã
- Pressão de Trump sobre Fed derruba mercados (Valor)
- Preço do ouro bate novo recorde em meio à apreensão de investidores com tarifas de Trump (Estadão)
- EUA estabelecem tarifas de até 3.403% sobre células solares importadas do Sudeste Asiático (Valor)
- Focus: Mercado reduz projeção de alta do IPCA e vê expansão maior do PIB (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam com desempenho misto no retorno do feriado, com destaque para a Bolsa de Londres, que sobe 0,23% em reação aos ganhos dos varejistas de alimentos e produtos básicos de consumo (Sainsbury’s +3,19%, Tesco +2,62%, Unilever +1,89%).
Os mercados da Ásia encerraram o pregão desta terça-feira sem direção definida, acompanhando de perto os desdobramentos da pressão de Trump sobre o Fed.
Hong Kong fechou no azul, enquanto na China, o Shenzhen, ligado à techs, perdeu pontos, ainda refletindo o desempenho negativo das ações de big companies, como a Nvidia, Amazon, Apple e Microsoft, que tiveram quedas importantes no fechamento da segunda-feira.
Em Nova York, os índices futuros dos EUA abriram em alta, mostrando uma recuperação após a forte queda dos mercados na sessão anterior.
Confira os principais índices do mercado:
- S&P 500 Futuro +0,9%
- STOXX 600 -0,4%
- FTSE 100 +0,3%
- Nikkei 225 -0,2%
- Shanghai SE Comp. +0,3%
- MSCI EM -0,1%
- Dollar Index estável
- Yield 10 anos +1,4bps a 4,4243%
- Bitcoin +1,1% a US$ 88336,5
Commodities
- Petróleo: commodity corrige perdas da véspera, mas preocupações com tarifas persistem. O Brent para junho sobe 1,33%, a US$ 67,14
- WTI para junho avança 1,49%, a US$ 63,34.
- Minério de ferro: fechou em leve alta de 0,21% em Dalian na China, cotado a US$ 97,22/ton. Em Singapura, os contratos futuros estão em queda de 1%, cotados a US$ 98,60/ton e o no mercado à vista opera em queda de 0,30%, cotado a US$ 99,80/ton.
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Cenário internacional
Nos Estados Unidos, repercute a pressão de Trump contra o Fed. O receio do mercado é que essa situação coloque em xeque a independência do Banco Central dos EUA, em meio às incertezas em relação à política tarifária e sobre o dólar e os Treasuries como ativos seguros.
Entre os indicadores econômicos, destaque para os números da atividade industrial e dados do serviços de abril nos Estados Unidos, às 11h.
Na Zona do Euro, serão divulgados os resultados da Confiança do Consumidor em abril. O mercado também aguarda a divulgação dos resultados da Tesla após o fechamento do mercado. Para a semana, ainda são esperados os dados da Philip Morris, IBM e AT&T, na quarta (23).
Cenário nacional
No Brasil, destaque para o tradicional boletim Focus, com projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% para este ano. Para a semana, é aguardada a divulgação do IPCA-15, na sexta-feira (25).
Na agenda do dia, o presidente Lula participa da cerimônia oficial de chegada do presidente do Chile, Gabriel Boric, às 10h, em Brasília, além de uma série de reuniões restritas e, às 12h30, fará uma declaração à imprensa.
Às 15h30, Lula terá um encontro com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcos Rogério de Souza. Às 16h, se reúnirá com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; às 16h30, com o chefe do gabinete pessoal do presidente da República, Marco Aurélio Marcola. E às 18h, participa do encerramento do Foro Empresarial Chile-Brasil.
Destaque também para a presença do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, na audiência pública na CAE do Senado.
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Destaques no mercado corporativo
- Petrobras: o conselho aprovou na quinta-feira (17/4), o lançamento de uma concorrência para escolher uma empresa que reinicie as operações de suas fábricas de fertilizantes no Nordeste. Contudo, a medida depende de uma solução com a Unigel, atual arrendatária das plantas.
- Banco Master: Estuda apoio do FGC com possível criação de fundo para liquidação privada.
- Neoenergia: Vai distribuir R$ 424,9 milhões em dividendos, com pagamento até dezembro.
- Iguatemi: Vai pagar R$ 200 milhões em dividendos em três parcelas (abril, julho e outubro).
- Carrefour Brasil: Propôs fechamento de capital no Brasil, a ser votado em assembleia em 25/4.
- BRF: Vai construir fábrica na Arábia Saudita com investimento de US$ 160 milhões em joint venture.












