A taxa de emprego com carteira assinada no setor privado (excluindo domésticos) surpreendeu com 39,6 milhões de pessoas no 1º trimestre encerrado em abril, representando uma alta de 0,8% em três meses (mais 319 mil) e de 3,8% no ano (mais 1,5 milhão).
Com o resultado divulgado nesta quinta-feira (29), o número de pessoas CLTs chegou ao maior patamar da história para um 1º trimestre, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,6% no trimestre encerrado em abril, marcando o menor número já registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2012.
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Emprego formal cresce e setor público avança
Enquanto o número de empregados com carteira assinada no setor privado avança, o número de empregados sem carteira assinada no setor privado ficou estável, em 13,7 milhões.
Já o emprego no setor público alcançou 12,7 milhões de pessoas, com alta de 1,8% no trimestre e de 3,5% no ano (mais 427 mil pessoas).
Desemprego recua em 12 meses
Na comparação com o trimestre anterior, encerrado em janeiro (6,5%), a taxa de desemprego ficou estatisticamente estável, conforme classificação do IBGE.
Já em relação ao mesmo período de 2024, quando o desemprego estava em 7,9%, houve queda de 1,3 ponto percentual.
Nesta leitura, o país registrou 7,3 milhões de pessoas desocupadas, ou seja, com 14 anos ou mais que buscaram trabalho, mas não encontraram. Esse número foi 1% maior do que o do trimestre anterior (mais 69 mil pessoas) e 11,5% menor do que o do mesmo período do ano passado (menos 941 mil pessoas).
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Taxa de emprego aumenta no ano
A população ocupada totalizou 103,25 milhões de pessoas, aumento de 0,3% no trimestre (mais 288 mil) e de 2,4% em 12 meses (mais 2,45 milhões).
O nível de ocupação (percentual de pessoas com trabalho em relação à população em idade ativa) ficou em 58,2%, estável no trimestre e com alta de 0,9 ponto percentual no ano (era 57,3%).
A força de trabalho (soma de ocupados e desocupados) foi estimada em 110,5 milhões de pessoas, com alta de 0,3% no trimestre e de 1,4% no ano (mais 1,5 milhão de pessoas).
Subutilização e desalento recuam
A taxa composta de subutilização (que inclui desempregados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas que poderiam trabalhar mas não procuram emprego) foi de 15,4%, considerada estável frente ao trimestre anterior (15,5%), mas com recuo de 2 pontos percentuais em 12 meses (era 17,4%).
A população subutilizada somou 18 milhões de pessoas, sem variação no trimestre, mas com queda de 10,7% no ano (menos 2,1 milhões).
A subocupação por insuficiência de horas trabalhadas atingiu 4,7 milhões de pessoas, também estável no trimestre e com recuo de 10,5% em 12 meses (menos 547 mil).
A população fora da força de trabalho somou 66,8 milhões de pessoas, sem variações significativas.
O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho por acharem que não encontrariam) ficou em 3,1 milhões, média estável no trimestre e com redução de 11,3% no ano (menos 392 mil).
O percentual de desalentados somou 2,7%, contra 2,8% no trimestre anterior e 3,1% há um ano.
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Empregos por conta própria seguem estáveis
Segundo o IBGE, os trabalhadores por conta própria totalizam 26 milhões, sem variação no trimestre e com alta de 2,1% no ano (mais 544 mil).
Já os trabalhadores domésticos somam 5,8 milhões, com estabilidade em ambas as comparações.
Por outro lado, a taxa de informalidade recua levemente, chegando a 37,9%, equivalente a 39,2 milhões de pessoas no período.
No trimestre encerrado em janeiro, a taxa era de 38,3% (ou 39,5 milhões), e no mesmo período de 2024, 38,7% (ou 39 milhões).
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Rendimento e massa salarial em alta
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.426, considerado estável no trimestre e com alta de 3,2% em 12 meses.
Já a massa de rendimento real habitual (soma dos rendimentos de todos os ocupados) foi estimada em R$ 349,4 bilhões, novo recorde da série histórica. Foi constatado, ainda, estabilidade no trimestre e alta de 5,9% no ano (mais R$ 19,5 bilhões).











