O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, bateu novo recorde nesta quinta-feira (11), alcançando pela primeira vez na história os 144 mil pontos (máxima do dia). No final do pregão, registrava alta de 0,56%, aos 143.150 pontos.
O movimento foi impulsionado pelos dados de emprego dos Estados Unidos, abaixo do esperado, e após o principal indicador de inflação, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de agosto reforçar as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) realize três cortes nos juros este ano.
Entre as blue chips, ações de maior peso no Ibovespa, a Petrobras recuou 1,05% (ON) e (0,38% (PN), acompanhando a queda do petróleo.
Já a Vale encerrou a sessão em alta de 0,78% e o setor financeiro acompanhou o movimento positivo, com Santander (+1,08%), Banco do Brasil (+0,77%), Bradesco (ON: +1,04%, PN: +0,95%) e Itaú (+0,18%).
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Enquanto o mercado acompanhava o recorde do Ibovespa, o Supremo Tribunal Federal (STF) formava maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e os outros sete réus pelos crimes de organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de direito.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses, devendo cumprir 24 anos 9 meses em regime fechado, além de multa de 2 salários mínimos por 62 dias. A decisão se deu por 3 votos a 1, com o voto da ministra Cármen Lúcia, e dos ministros Alexandre de Moraes (relator) e Flávio Dino a favor da condenação, enquanto ministro Luiz Fux votou pela absolvição e extinção das acusações.
Nesta sexta-feira (12), o clima é de apreensão em torno de uma possível reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou estar “muito surpreso e descontente” com o veredito.
Outra preocupação persistente é o avanço da oposição no Congresso, com a articulação do projeto de anistia.
No mercado internacional, a expectativa está voltada para as decisões do Fed e do Copom, na próxima super quarta, com o mercado já precificando um corte nos juros americanos e a manutenção da taxa básica, a Selic, no Brasil.
Na agenda econômica, destaque para a preliminar de setembro do sentimento do consumidor de Michigan.
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Manchetes desta manhã
- Bolsonaro é condenado por todos os crimes da ação e pega a maior pena dos 8 réus: 27 anos e 3 meses (Valor)
- Prédio na praia do Flamengo (RJ) comprado pelo BTG é alvo de disputa entre Santa Casa e frente sem-teto (Folha)
- Os condenados pela tentativa de golpe de Estado devem estar presos em 30 dias (O Globo)
- PF prende ‘Careca do INSS’ em nova fase de operação contra fraudes e desvios no instituto (Estadão)
- Nordeste responde por mais de um terço da queda da pobreza no Brasil (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa apresentam desempenho misto, pressionadas pela queda do setor de saúde e pela expectativa em torno da decisão da Fitch sobre a nota de crédito da França.
No setor corporativo, a suíça Novartis recua 2,75%, após ter sua recomendação rebaixada pelo Goldman Sachs, que apontou maior concorrência de medicamentos genéricos.
Na Ásia, os índices encerraram a sexta-feira em sua maioria em alta, acompanhando os recordes de Wall Street, impulsionados pelos dados de inflação e pela expectativa confirmada de corte de juros pelo Fed na próxima semana.
Em Nova York, os índices futuros buscam a estabilidade após atingirem novas máximas na sessão anterior.
Confira os principais índices do mercado:
•S&P 500 Futuro -0,1%
•FTSE 100 +0,3%
•CAC 40 -0,5%
•Nikkei 225 +0,9%
•Hang Seng +1,2%
•Shanghai SE Comp. -0,1%
•MSCI World estável
•MSCI EM +1,1%
•Bitcoin +0,5% a US$ 115053,69
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Commodities
- Petróleo: sobe após as preocupações com o excesso de oferta e a demanda mais fraca dos EUA serem compensadas pelos riscos de interrupção do fornecimento devido aos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.
O Brent para novembro sobe 1,11%, cotado a US$ 67,11 e o WTI para outubro avança 0,98%, a US$ 62,98 - Minério de ferro: fechou em leve queda de 0,06% em Dalian, na China, cotado a US$ 112,24/ton. Em Singapura, os contratos futuros sobem 0,52%, cotados a US$ 106,00/ton e o mercado à vista avança 0,28%, cotado a US$ 105,70/ton.
Cenário internacional
Nos EUA, as ações renovaram máximas históricas nesta quinta-feira, após uma sequência de dados ao longo da semana apontar para um mercado de trabalho aquecido e inflação sob controle, fortalecendo as apostas de corte de juros. Conforme estimativa do CME, a expectativas de corte está em 92,5% atualmente.
No cenário das tarifas comerciais, os Estados Unidos vão pressionar os países do G7 a impor tarifas significativas mais altas contra Índia e China por comprarem petróleo russo, numa tentativa de forçar a Rússia a aceitar negociações de paz com a Ucrânia.
No Reino Unido, dados do PIB mostraram que a economia ficou estagnada em julho, após crescimento de 0,4% em junho.
E nesta sexta-feira, a agência de classificação de risco Fitch avalia o rating da França em meio à volatilidade política e à deterioração fiscal, com risco de rebaixamento.
Cenário nacional
No Brasil, a agenda econômica segue esvaziada, com destaque para pesquisa mensal de serviços referente a julho e os últimos acontecimentos políticos.
No front econômico, o Ministério da Fazenda revisou de 2,5% para 2,3% sua estimativa para o crescimento do PIB em 2025.
A previsão para o IPCA teve ligeira queda, de 4,9% para 4,8%. O órgão também projeta que o tarifaço de Trump possa levar à perda de até 65 mil empregos no Brasil até dezembro de 2026, principalmente na indústria.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que os Estados Unidos retiraram da tarifa de 10% a maior parte as exportações brasileiras de celulose e ferro-níquel.
Em entrevista ao Jornal da Band, o presidente Lula disse ontem que a taxa básica de juros no Brasil está elevada e que precisa ser estabelecido um “timing” para dar início à redução.
Ele evitou criticar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mas disse que a redução da Selic poderia acontecer ainda este ano.
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Destaques no mercado corporativo
- Petrobras: vai participar do leilão de reserva de capacidade e planeja lançar produtos com etano em breve.
- Telefônica (Vivo): aprovou pagamento de JCP de R$ 400 milhões (R$ 0,1247 por ação), com ex em 23 de setembro.
- TIM: fechou contratos ligados a projeto de autoprodução de energia.
- Santos Brasil: controladora CMA Terminals Atlantico adquiriu 42,07% das ações em OPA, chegando a 93,07% do capital social.
- Advent: está negociando a compra da rede de supermercados Sonda, segundo publicação do Valor Econômico.











