O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, voltou a avançar no último pregão de novembro, renovando o recorde de fechamento. Nesta sexta-feira (28) o índice encerrou em alta de 0,45%, aos 159.072 pontos, apesar da liquidez reduzida, devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.
Com esse resultado, o índice acumula valorização de 6,37% em novembro, o melhor resultado mensal desde agosto de 2024.
O avanço foi sustentado pelo forte desempenho de Vale (+1,61%) e do Itaú (PN +2,28%), que reagiram à divulgação de dividendos bilionários, compensando a decepção dos investidores com o novo plano de negócios 2026-2030 da Petrobras, que levou as ações ON a recuarem 2,45% e as PN, 1,88% na sessão.
No fim do dia, o dólar fechou em queda de 0,32% ante o real, cotado a R$ 5,33 com a baixa liquidez e aumento do fluxo estrangeiro ao Brasil.
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No mercado internacional a expectativa na primeira sessão de dezembro (1) é pelo discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.
Nesse momento, os investidores acompanham atentamente a evolução das taxas de juros nos EUA e aguardam definições sobre quem sucederá Jerome Powell, cujo mandato termina no próximo ano. Até o momento, o conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, é apontado como o nome mais provável para o cargo.
Na agenda econômica, a expectativa recai sobre a divulgação do índice PCE de setembro, prevista para esta sexta-feira (5), que antecede a reunião do FOMC.
No Brasil, o foco do dia também está voltado para as notícias de política monetária, com discurso de Gabriel Galípolo em evento sobre política e macroeconomia.
Na agenda de indicadores econômicos, destaque para o PIB do 3º trimestre e dados sobre a produção industrial.
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Manchetes desta manhã
- Quatro em cada dez empresas vão à falência após recuperação judicial (Valor)
- Alcolumbre fala em ofensa a Legislativo e governo tenta esfriar crise política (O Globo)
- Comando Vermelho tem negócios em pelo menos oito países, segundo PF (Folha)
- PF apreendeu com Vorcaro, dono do Master, documentos sobre negócio imobiliário com deputado do PL (Estadão)
- Lula exalta isenção do IR e diz que medida deve injetar R$ 28 bi na economia em 2026 (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa recuam com o foco em indicadores regionais. A atividade manufatureira da zona do euro voltou a mostrar contração em novembro, acompanhada por retrações na Alemanha e na França.
No setor de tecnologia, as expectativas para a inteligência artificial seguem elevadas, enquanto diminuem as preocupações sobre uma possível bolha após o encerramento de novembro.
Na Ásia, os índices tiveram desempenho misto, com destaque para as bolsas chinesas, que fecharam em alta mesmo diante da crise no setor imobiliário. O governo chinês determinou a suspensão da divulgação de dados sobre vendas de imóveis residenciais.
Já no Japão, a sinalização do Banco do Japão (BoJ) sobre uma possível alta de juros em dezembro movimentou os mercados e influenciou a valorização do iene na sessão e levando o Nikkei à perda de 1,87%.
O índice Kospi recuou 0,16% na Coreia do Sul, enquanto Xangai registrou alta de 0,65% e Shenzhen de 1,25%). Já em Taiwan, o Taiex registrou queda de 1,03%.
Em Nova York, os índices futuros abriram a primeira sessão de dezembro em baixa em meio à expectativa para o discurso de Jerome Powell e apostas de corte do juro americano, quando os números do mercado de trabalho já estão em declínio e a confiança do consumidor em seu nível mais baixo em sete meses.
Confira os principais índices do mercado:
•S&P 500 Futuro -0,5%
•FTSE 100 estável
•CAC 40 -0,4%
•Nikkei 225 -1,9%
•Hang Seng +0,7%
•Shanghai SE Comp. +0,7%
•MSCI World -0,1%
•MSCI EM +0,1%
•Bitcoin -5% a US$ 86634,13
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Commodities
- Petróleo: avança mais de 1,5% após na reunião de domingo a OPEP+ decidir manter os níveis de produção previstos, descartando os aumentos planejados anteriormente.
Ficou acordado que a produção permanecerá estável no primeiro trimestre de 2026, à medida que o cartel reduz seus esforços de expansão diante do receio de um possível excesso de oferta.
O Brent/jan sobe 1,65%, cotado a US$ 63,41e o WTI avança 1,74%, a US$ 59,57 - Minério de ferro: fechou em alta de 1,14% em Dalian, na China, cotado a US$ 113,27/ton.
Em Singapura, os contratos futuros valorizam 1,77%, cotados a US$ 103,70/ton e o mercado à vista sobe 1,43%, cotado a US$ 107,00/ton.
Cenário internacional
Nos EUA, os indicadores econômicos começam a se normalizar após a paralisação de 43 dias do governo, e o mercado se prepara para dados importantes, como o PMI industrial de novembro, previsto para as 11h45, seguido pelos gastos com construção às 12h.
Ainda nesta semana, serão divulgados o PCE de setembro e os relatórios privados sobre manufatura, serviços e a folha de pagamento da ADP.
Os investidores também monitoram novos dados China e da Europa para acompanhar a trajetória da atividade econômica rumo ao fim do ano.
Na China, o PMI industrial da transformação, calculado pela S&P Global, caiu para 49,9 em novembro, abaixo das expectativas.
Na zona do euro, o PMI recuou para 49,6, depois de 50 em outubro, mostrando nova deterioração nas condições de produção em toda a região.
Cenário nacional
No Brasil, a agenda da semana inicia com a divulgação do tradicional Boletim Focus, além do PMI industrial, às 10h, com projeção do BTG Pactual de inflação de 0,10% anual e alta de 0,30% no ano.
Enquanto isso, o mercado continua reagindo aos dados divulgados na última sexta-feira: o IBGE apontou uma taxa de desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em outubro, abaixo das projeções do mercado.
No mesmo período, o setor público consolidado registrou um superávit primário de R$ 32,4 bilhões. O governo federal também revisou a projeção para o salário mínimo de 2026: o novo valor estimado é de R$ 1.627, R$ 4 a menos que a previsão anterior.
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Destaques no mercado corporativo
- Petrobras: a CEO Magda Chambriand afirmou que a empresa vai distribuir qualquer excedente de caixa e que a estatal extrairá 2,6 milhões de barris por dia de petróleo até 2034.
- BRB: o conselho aprovou atuação como assistente de acusação no processo envolvendo o Banco Master, para buscar reparação judicial.
- Azul: divulgou números mensais robustos, com forte geração operacional e R$ 1,85 bilhões em caixa, reforçando a recuperação dentro da RJ.
- Oi: obeve liberação de R$ 517 mi vinculados à Anatel, ampliando fôlego de liquidez no processo de reestruturação.
- WEG: anunciou R$ 1,9 bi em proventos e avalia distribuir mais R$ 5,19 bi via reservas em AGE marcada para 19/12.
- Americanas: nomeou Sebastien Durchon como novo CFO e RI, enquanto Camille Faria segue apoiando a reestruturação financeira.
- Energisa: a controlada Rede Energia convocou AGE para incorporar empresa do grupo e aprovar aumento de capital acima de R$ 2,3 bilhões.


