O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), encerrou esta sexta-feira (23) em forte alta de 1,86%, aos 178.858,54 pontos, renovando o recorde de fechamento pela quarta sessão consecutiva e confirmando o bom momento do mercado acionário brasileiro.
O avanço foi sustentado, principalmente, pelo fluxo consistente de investidores estrangeiros, que têm ampliado a liquidez na B3 nos últimos pregões. Operadores do mercado relataram uma movimentação intensa no EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, indicando maior apetite global por ativos locais.
Além desse movimento, a rotação internacional de investimentos segue favorecendo mercados emergentes, em meio a fatores ligados à economia dos Estados Unidos e ao cenário geopolítico. A alta do petróleo, impulsionada por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Irã e pelo aumento das tensões no Oriente Médio, beneficiou diretamente as ações do setor de energia.
Entre os destaques do índice, a Petrobras acompanhou a valorização de cerca de 3% do petróleo, fechando em alta de 4,35% (ON) e 3,97% (PN). A Vale também teve desempenho positivo, com alta de 2,46%.
No setor financeiro, os bancos registraram ganhos generalizados, com destaque para as ações do Itaú, que subiram 1,14% (PN), enquanto o Banco do Brasil registrou ganhos de 3,54% (ON).
Entre as maiores altas do dia, a Braskem disparou 10,66%, seguida pela CSN, que avançou 6,29%. Já a Vivara recuou 5,06%, figurando entre os destaques negativos da sessão.
No câmbio, o dólar fechou praticamente estável frente ao real, com alta de 0,03%, a R$ 5,28, em meio ao aumento do fluxo estrangeiro.
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Nesta semana, teremos a primeira super quarta do ano, quando o Federal Reserve (Fed) e o Copom devem manter os juros estáveis e reposicionar as expectativas para o início do ciclo de cortes em março. As apostas são de manutenção da Selic em 15% e do juro americano na faixa de 3,5% a 3,75%.
No cenário internacional, o mercado aguarda pelo anúncio do sucessor de Powell e pelos balanços das big techs, enquanto no front geopolítico, o destaque é para as incertezas relacionadas a Trump nos Estados Unidos, que incluem agora ameaças ao Canadá.
Trump usou sua rede social no final de semana para pressionar o governo canadense a recuar no acordo comercial com a China para reduzir tarifas sobre veículos elétricos chineses. Em troca, Pequim concederia menores impostos de importação sobre produtos agrícolas canadenses.
“Esse acordo é um desastre, a China vai devorar o Canadá vivo. Se o Canadá fizer um acordo com a China, será imediatamente atingido com uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos Estados Unidos.”
No Brasil, a agenda dos indicadores é forte, com destaque para o IPCA-15 de janeiro, dados fiscais, do setor externo e do mercado de trabalho.
Nesta segunda-feira (26), o Banco Central divulga os dados da conta corrente e do Investimento Direto no País (IDP) referentes a dezembro e ao acumulado de 2025. A mediana das estimativas aponta para um déficit de US$ 5,6 bilhões na conta corrente em dezembro, após saldo negativo de US$ 4,943 bilhões em novembro.
Para o IDP, o consenso indica entrada líquida de US$ 1,6 bilhão em dezembro, ante US$ 9,82 bilhões registrados no mês anterior. Para 2025, a mediana das projeções sugere que o investimento direto deve somar US$ 84,86 bilhões.
Já para o resultado das transações correntes no ano passado, a estimativa intermediária aponta um déficit de US$ 72,5 bilhões.
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Manchetes desta manhã
- Brasil encerra 2025 com déficit de US$ 68,8 bilhões nas contas externas (Valor)
- Lula mostra irritação com Toffoli e chega a dizer a aliados que ministro deveria deixar STF (Folha)
- UE abre investigação sobre Grok, de Musk, por imagens falsas de caráter sexual gerados por IA (O Globo)
- Petróleo alavanca indústria extrativa, que deverá ser o segmento com maior alta no PIB em 2026 (Estadão)
Mercado global
As Bolsas da Europa iniciam a semana sem direção definida, com Fed no foco e clima de cautela diante das declarações do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia e das recentes ameaças envolvendo o Canadá.
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão desta segunda-feira sem direção única, em um ambiente de cautela antes da reunião do Fed e da divulgação dos resultados das big techs.
No Japão, as ações registraram forte queda, pressionadas pela valorização do iene, em meio a especulações de possível intervenção no mercado cambial.
O índice Nikkei perdeu 1,83%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou quase 1% (-0,81%), o Shenzhen caiu 0,85% e o Shanghai da China manteve-se praticamente estável (-0,09%).
Em Nova York, os índices futuros recuam com investidores atentos à divulgação de balanços corporativos e à reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) ao longo da semana.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro: -0,17%
• FTSE 100: +0,09%
• CAC 40: -0,36%
• Nikkei 225: 1,83%
• Hang Seng: +0,06%
• Shanghai SE Comp: -0,09%
• Ouro: +2,16%, a US$ 5.087,2 por onça troy
• Índice do dólar (DXY): -0,55%, aos 97,067 pontos
• Bitcoin: -0,85% a US$ 87.623,7
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Commodities
- Petróleo: os contratos futuros começam a semana em leve alta. A commodity também reflete os impactos da tempestade de inverno Fern, que atingiu a costa dos Estados Unidos e levou à paralisação da produção em áreas relevantes de petróleo bruto e gás natural.
O Brent/março opera em leve alta de 0,11%, negociado a US$ 65,99 e o WTI/março avança 0,06%, a US$ 61,13. - Minério de ferro: fechou em queda de 0,95% em Dalian, na China, cotado a US$ 112,4.
A Nanhua Futures avalia que uma eventual liberação de estoques pode ampliar a oferta, mas a queda do minério tende a ser limitada pela demanda firme por aço.
Cenário internacional
Nos EUA, a atenção dos investidores se concentra no Federal Reserve, que anuncia na quarta-feira sua decisão de política monetária.
O mercado também acompanha as discussões sobre quem poderá suceder Jerome Powell na presidência do Banco Central e a divulgação dos balanços trimestrais das big techs, com destaque para Apple, Meta Platforms e Microsoft.
Também ganha relevância o risco de um shutdown parcial do Congresso na próxima semana, após democratas no Senado sinalizarem que irão bloquear o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), em reação à morte de um civil durante uma operação federal em Minneapolis.
Na Europa, a Alemanha divulgou nesta manhã que o índice de confiança empresarial permaneceu em 87,6 pontos em janeiro, repetindo o nível observado em dezembro.
Cenário nacional
No Brasil, a última semana de janeiro concentra eventos relevantes no mercado doméstico, com destaque para a divulgação do tradicional Boletim Focus, a decisão de juros do Copom e a divulgação do IPCA-15 de janeiro.
Na sexta-feira, entram no radar os dados do mercado de trabalho, com a PNAD Contínua e o Caged, ambos referentes a dezembro.
No noticiário político-institucional, ganham destaque os depoimentos ligados às investigações de fraudes no Banco Master. As oitivas, conduzidas pela Polícia Federal, ocorrem hoje e amanhã (terça-feira) e incluem executivos do Master e do BRB.
Há ainda a expectativa de que o caso Master retorne à primeira instância após o Carnaval, segundo informou o G1. A solução estaria em negociação no STF, com o objetivo de reduzir o desgaste da Corte, e a decisão final caberá ao ministro Dias Toffoli.
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Destaques do mercado corporativo
- JBS: inaugurou a fábrica de alimentos processados na Arábia Saudita e anunciou expansão que dobrará a capacidade da unidade.
- Embraer: deve anunciar instalação de fábrica na Índia em parceria com o grupo Adani.
- Gol: nomeou Antonio Kandir como presidente interino do conselho após o falecimento de Constantino Júnior.
- Sabesp: vai protocolar pedido de OPA pelas ações remanescentes da Emae após assumir o controle da companhia.
- Axia Energia (ex-Eletrobras): a Justiça do Trabalho do RJ revogou liminar que questionava reflexos no pagamento de PLR.
- BTG Pactual: concluiu a incorporação do Banco Pan, que deixou de ser negociado na B3.

