O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o mês de maio em queda de 7,22%, registrando o pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023, quando recuou 7,49%, segundo levantamento da Elos Ayta.
Depois de meses de valorização da Bolsa, o aumento das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, somado ao ambiente político mais instável no Brasil, elevou a aversão ao risco, desencadeando uma forte realização de lucros nos ativos domésticos.
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Apesar da retração recente, os ativos brasileiros ainda acumulam desempenho positivo em 2026. O Ibovespa sobe 7,86% no ano, superando o CDI, referência da renda fixa, que avança 5,66% no mesmo período.
Correção do Ibovespa atinge empresas que geram renda
O movimento de correção não atingiu apenas as ações mais ligadas ao crescimento econômico. Empresas tradicionalmente associadas à geração de renda também foram pressionadas.
O Índice de Dividendos (IDIV), que reúne companhias conhecidas pela distribuição de proventos aos acionistas, caiu 7,62% em maio, marcando o pior desempenho do indicador desde junho de 2022. No ano, no entanto, o IDIV segue no campo positivo, com valorização acumulada de 5,11%.
Já o índice Small Caps, composto por empresas de menor capitalização na Bolsa, caiu 3,66% e acumulou o terceiro mês seguido de perdas.
BDRs avançam e reforçam importância da diversificação
Na contramão da Bolsa brasileira, os investimentos atrelados ao mercado externo avançaram em maio. O BDRX, índice que acompanha os recibos de ações estrangeiras negociados na B3, subiu 9,22% no mês e registrou sua maior valorização mensal desde junho de 2024.
O desempenho reforça o movimento de busca por diversificação internacional em períodos marcados por aumento da incerteza e maior aversão ao risco.
Ouro lidera rentabilidade em 12 meses, enquanto o Bitcoin amplia perdas
Entre os principais ativos acompanhados no período de 12 meses encerrado em maio de 2026, o ouro apresentou o maior retorno. O metal acumula valorização de 32,56%, liderando o ranking de rentabilidade.
Na sequência aparecem o Ibovespa, com alta de 26,83%, o BDRX, com avanço de 24,08%, e o IDIV, que sobe 22,26% no mesmo intervalo.
Bitcoin amplia perdas
Entre os destaques negativos, o Bitcoin segue pressionado, com desvalorização de 37,51% em 12 meses e queda de 22,9% apenas em 2026, registrando o segundo ano consecutivo de perdas.
No mercado de câmbio, o dólar Ptax também apresenta comportamento diferente do observado em ciclos anteriores. Após cair 11,54% em 2025, a moeda norte-americana acumula nova desvalorização de 8,1% nos cinco primeiros meses deste ano.
Já o euro Ptax voltou ao campo positivo e avançou 0,94% em maio, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de desvalorização.
Confira o desempenho das aplicações no mês de maio:

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Busca por proteção marca o Ibovespa em maio
Os dados analisados pela Elos Ayta mostram que maio foi marcado por uma combinação de realização de lucros, aumento da aversão ao risco e busca por proteção diante do cenário de volatilidade global e doméstica.
Ao mesmo tempo, o desempenho dos ativos internacionais e do ouro reforça a relevância de estratégias de diversificação e exposição a ativos defensivos para investidores em períodos de maior instabilidade nos mercados.











