Ações de empresas como Petrobras (PETR3; PETR4), Suzano (SUZB3), Minerva (BEEF3) e Cyrela (CYRE3) estão entre as mais baratas da Bolsa ao considerar a relação entre preço e lucro abaixo da mediana do Ibovespa e retorno sobre patrimônio líquido (ROE) maior que 15%, segundo levantamento da Economatica, obtido com exclusividade pelo Monitor do Mercado.
O estudo cruzou indicadores de valuation, rentabilidade e endividamento para identificar oportunidades de “porto seguro” no cenário atual, que combinam lucros consistentes, retorno elevado aos acionistas e múltiplos reduzidos.
A seleção reúne 20 empresas de setores como bancos, energia, construção civil, varejo e commodities.
O estudo considera o preço sobre lucro (P/L) e o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) dos últimos 12 meses, dois dos indicadores mais utilizados por investidores na busca por ações consideradas descontadas em relação à capacidade de geração de resultados.
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Apenas C&A atende a todos os critérios entre as ações do Ibovespa
A ação da C&A Modas (CEAB3) aparece no levantamento com P/L de 5,8 e retorno patrimonial de 15,8, além de participação equivalente a 0,10% da carteira do Ibovespa.
Na comparação de desempenho histórico apresentada na planilha, o preço ajustado da CEAB3 foi comparado ao Ibovespa entre junho de 2025 e junho de 2026.
O P/L indica quantos anos seriam necessários para o investidor recuperar o valor pago pela ação por meio dos lucros da companhia, considerando o resultado atual. Em geral, quanto menor esse múltiplo, mais barata a ação pode parecer em relação ao lucro gerado.
Já o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) mostra a eficiência da empresa em transformar o capital dos acionistas em resultado. Quanto maior o indicador, maior a rentabilidade obtida sobre os recursos próprios.
BB Seguridade tem melhor retorno ao acionista
O levantamento mostra diferenças relevantes no indicador de retorno sobre patrimônio de companhias que geraram resultados expressivos em relação ao patrimônio dos acionistas nos últimos 12 meses. A BB Seguridade (BBSE3) apresentou o maior ROE entre os papéis listados, com 72,7 e P/L de 7,6 vezes.
Na sequência aparecem empresas como Cury Construtora (CURY3), com 63,4; Direcional Engenharia (DIRR3), com 41,4; Minerva (BEEF3), com 40,4; além de Marcopolo (POMO4), com 30,5%; e Petrobras (PETR3 e PETR4), com 24,2%.
No setor financeiro, Itaú Unibanco (ITUB4) registrou P/L de 9,1 e retorno patrimonial de 22,8, enquanto Santander Brasil (SANB11) apresentou P/L de 6,5 e ROE de 15,7.
Cyrela lidera a lista das menores relações entre preço e lucro
Quando o critério é o preço pago pelo lucro, algumas empresas se destacam por negociarem a múltiplos mais baixos. Entre os destaques, a Cyrela lidera a lista das menores relações entre preço e lucro, com P/L de 3,9 vezes.
Na sequência aparecem Suzano (SUZB3), com 4,6 vezes, Minerva (BEEF3), com 4,6 vezes, Petrobras PN (PETR4), com 4,9 vezes, Petrobras ON (PETR3), com 5,5 vezes, Marcopolo (POMO4), com 5,7 vezes e C&A (CEAB3), com 5,8 vezes.











