O FlatFish é um AUV brasileiro desenvolvido pelo SENAI CIMATEC e Shell que opera no fundo do mar, recarrega sozinho e faz inspeções em dutos sem apoio constante de embarcações. Já em uso no Oriente Médio, deve atuar na Bacia de Campos reduzindo riscos, custos e emissões na indústria offshore.
O que é o FlatFish e como ele surgiu?
O FlatFish é um veículo autônomo submarino (AUV) criado para inspeções visuais e monitoramento de estruturas submarinas complexas, desenvolvido desde 2014 pelo SENAI CIMATEC em parceria com Shell Brasil e o Instituto Alemão de Inteligência Artificial e Robótica (DFKI).
A tecnologia, financiada por programas de P&D e testada na Baía de Todos-os-Santos, passou à fase de industrialização em 2018 sob licença da Saipem e, em 2026, já realizou testes para a Petrobras, avançando para a operação comercial em águas ultraprofundas.

Quais são as principais funcionalidades do FlatFish?
O FlatFish não é um robô comum. Ele opera de forma totalmente autônoma, sem cabos umbilicais e sem a necessidade constante de embarcações de apoio. O equipamento pode atingir até 3 mil metros de profundidade, mover-se em todas as direções e realizar inspeções detalhadas com alta precisão.
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Os três pilares que tornam esse robô uma revolução para o setor offshore são:
Quais são os benefícios do FlatFish para a indústria offshore?
A substituição de métodos tradicionais de inspeção, que dependem de mergulhadores, ROVs com cabos ou embarcações de apoio, pelo FlatFish representa um salto em eficiência, segurança e sustentabilidade. A tecnologia já foi reconhecida em premiações internacionais e tem despertado interesse de grandes operadoras globais.
Os principais ganhos reportados pelos desenvolvedores e parceiros são:
- Segurança operacional: Nenhum humano precisa ser exposto a ambientes subaquáticos de alta pressão, eliminando os riscos de acidentes fatais.
- Redução de custos: A operação sem embarcações de apoio e a capacidade de inspecionar grandes áreas em uma única missão reduzem significativamente os custos logísticos e operacionais.
- Baixas emissões: A dispensa de barcos a diesel para suporte logístico resulta em uma pegada de carbono muito menor por inspeção.
- Dados de alta qualidade: As imagens 3D e as medições de espessura de parede e proteção catódica geram relatórios precisos para manutenção preditiva.

FlatFish vs. métodos tradicionais de inspeção
Para entender a dimensão da inovação, veja a comparação entre o FlatFish e as abordagens convencionais de inspeção submarina.
| Critério | FlatFish (AUV residente) | Métodos tradicionais (ROV/mergulhadores) |
|---|---|---|
| Presença humana Risco operacional | Nenhuma — operação totalmente remota | Mergulhadores expostos a alta pressão |
| Necessidade de embarcação Custo e emissões | Dispensa barcos de apoio na maioria das missões | Exige embarcação dedicada para lançamento e suporte |
| Profundidade máxima Capacidade operacional | Até 3.000 metros | Mergulho limitado a ~300 m; ROVs operam até 3.000 m com cabo |
| Autonomia no fundo Tempo de missão | Até 6 meses com recargas na estação submarina | Limitada à duração do mergulho ou ao combustível do barco |
| Estágio atual Disponibilidade comercial | Em industrialização (Saipem/Hydrone) | Amplamente consolidado |
O FlatFish já está em operação comercial?
O FlatFish já opera comercialmente no Oriente Médio e tem um segundo modelo em fase final de testes para o mercado brasileiro, com expectativa de entrada na Bacia de Campos após aprovação da Petrobras.
Desenvolvido dentro do programa Hydrone da Saipem, o robô integra uma família de AUVs capazes de operar em grandes profundidades, consolidando a tecnologia como referência global em inspeção submarina.











