A compressão submarina de gás do sistema Åsgard leva para o leito marinho uma tarefa normalmente realizada em plataformas. O objetivo é compensar a perda de pressão dos reservatórios e manter o gás fluindo até a unidade Åsgard B.
Por que o campo Åsgard passou a precisar de compressão?
À medida que um reservatório produz, sua pressão natural diminui. Chega um momento em que essa pressão já não é suficiente para empurrar o fluxo com a mesma eficiência por dezenas de quilômetros de tubulação.
Nos reservatórios Midgard e Mikkel, a solução foi instalar compressão muito mais perto dos poços. Em vez de esperar o gás chegar à plataforma para elevar sua pressão, o sistema atua ainda no fundo do mar.

Por que comprimir perto do poço melhora a recuperação?
Quanto mais cedo o sistema eleva a pressão do fluxo, menos da capacidade natural do reservatório precisa ser gasta apenas para vencer a longa distância até a plataforma.
A Equinor explica que deslocar a compressão da plataforma para perto das cabeças dos poços aumenta substancialmente a recuperação e prolonga a vida produtiva dos reservatórios.
Como funciona a estação de compressão submarina de Åsgard?
A estação fica no campo Midgard, no Mar da Noruega, a cerca de 40 quilômetros do centro de Åsgard e aproximadamente 270 metros abaixo da superfície. A estrutura possui dois trens de compressão instalados em paralelo e massa próxima de 5.100 toneladas.
Os módulos reúnem compressores, bombas, separadores, resfriadores, válvulas e instrumentos de controle. Antes da compressão, gás e líquidos são separados para permitir a compressão de gás seco; depois, os fluxos são reunidos novamente e seguem pela tubulação até Åsgard B.
Como motores elétricos funcionam no fundo do mar?
Os compressores são acionados eletricamente, e cada trem atual utiliza um motor com capacidade de 11,5 MW. Isso exige levar potência e controle até uma instalação localizada centenas de metros abaixo da superfície.
A alimentação elétrica faz parte da infraestrutura criada especificamente para o sistema. A Equinor já previa desde a implantação um módulo de potência instalado na plataforma para atender os equipamentos submarinos.
Como a manutenção de Åsgard funciona no fundo do mar?
A instalação foi projetada de forma modular, permitindo que ROVs façam inspeções, conexões e manipulações submarinas sem exigir mergulhadores. Quando um conjunto precisa de manutenção pesada, ele pode ser retirado do fundo do mar e levado para instalações em terra.
Essa estratégia é apoiada por módulos de reserva, que podem assumir a função do equipamento retirado. O uso de mancais magnéticos nos compressores também reduz componentes sujeitos a desgaste e, consequentemente, a necessidade de intervenções no fundo do mar.

Por que a modularidade é importante para manter a produção?
Os dois trens de compressão permitem substituir conjuntos específicos sem desmontar toda a estação. Um módulo pode ser recuperado enquanto outro equipamento assume sua função, reduzindo o impacto da manutenção sobre a operação.
A estratégia se mostrou relevante para a disponibilidade do sistema: a Equinor informou operação estável por anos e substituições de módulos da segunda geração em 2023 e 2025. A compressão também permite compensar a queda de pressão dos reservatórios e aumentar a recuperação de gás.
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Como o sistema Åsgard funciona na prática?
A animação ajuda a visualizar a escala da estação e o caminho percorrido pelo gás entre os poços, a planta submarina e a plataforma. O ponto principal é perceber que existe um verdadeiro processo industrial funcionando sobre o leito marinho.
Essa configuração reúne equipamentos de processo, motores de grande potência, controle remoto e componentes preparados para instalação e retirada por embarcações e ROVs.
Por que Åsgard virou referência em processamento submarino?
Quando entrou em operação, em setembro de 2015, Åsgard foi apresentado como a primeira planta de compressão submarina de gás do mundo. Mais de 40 novas tecnologias haviam sido desenvolvidas ou qualificadas para o projeto.
A experiência mostrou que equipamentos de processo de grande porte poderiam trabalhar no fundo do mar com alta disponibilidade e controle remoto, abrindo caminho para instalações submarinas cada vez mais completas.











