O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (20), cotado a R$ 5,46, uma alta de 0,37%. O resultado significou a quinta alta consecutiva para a moeda norte-americana e a maior cotação desde julho de 2022. Ontem, o dólar, teve uma ligeira alta e renovou a sua maior cotação intradiária desde janeiro do ano passado, às vésperas do Comitê de Política Monetária (Copom).
Ao longo do dia, o dólar abriu reagindo negativamente à decisão do Banco Central em manter a taxa Selic no patamar de 10,50%. Durante a abertura, o dólar à vista caiu 1%, para R$ 5,38. Porém, na parte da tarde, a moeda renovou as suas máximas por diversas vezes, atingindo o ápice perto do final do pregão. Às 17h04, o dólar futuro para julho subia 0,81%, a R$ 5,46.
Dólar avança no cenário externo
Nesta quinta, o dólar avançou comparado com os principais pares do mercado externo. O sentimento positivo veio principalmente pela postura paciente do Federal Reserve, de não cortar os juros antes de ter dados mais concretos do quadro inflacionário dos Estados Unidos.
Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) divulgou um boletim econômico indicando que os riscos para o crescimento da zona do euro estão equilibrados no curto prazo, mas tendem ao enfraquecimento no médio prazo. O BCE enfatizou a necessidade de manter juros elevados para controlar a inflação.
O Banco da Inglaterra (BoE), decidiu por manter – de forma dividida – a taxa de juros do país em 5,25%, pela sétima reunião consecutiva. Após a reunião, a autoridade monetária indicou a possibilidade de um corte nas próximas reuniões. As decisões pressionaram a libra que caiu, sendo negociada a US$ 1,26.
No final da tarde, em Nova York, o dólar subia para 158,91 ienes, enquanto o euro recuava para US$ 1,0711. Já o índice DXY, que mede o dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, registrava uma alta de 0,32%, a 105,244 pontos.
Críticas de Lula e impactos futuros
Analistas destacam que as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à política monetária, feitas em entrevista à Rádio Verdinha do Ceará, também influenciaram na desvalorização do real nesta tarde. A incerteza quanto à futura condução da política monetária, especialmente com a substituição do atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por um nome indicado por Lula em 2025, adiciona um prêmio de risco ao dólar.
Retomada de negócios em Wall Street
Nesta quinta, os mercados em Wall Street voltaram a operar, mas as bolsas em NY passaram o dia sem direção única. Os índices foram impactados principalmente pelos papéis de empresas de tecnologia. Ao longo do dia, elas performaram em realização, pressionando os índices S&P500 e Nasdaq, depois dos recentes recordes de fechamento, pressionando o S&P500 e Nasdaq. O destaque negativo foi a Nvidia (NVDA), em queda de 3,54%.
O desempenho das três principais bolsas:
- Dow Jones: +0,77% (39.134,76 pontos);
- S&P500: −0,25% (5.473,17 pontos);
- Nasdaq: −0,79% (17.721,59 pontos).











