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Ações a R$ 1: vale a pena investir nas empresas em recuperação judicial?

Não basta estar em crise. Só entra em recuperação judicial a empresa que chegou a um ponto crítico, que não pode ser resolvido com remédios mais simples, como diagnóstico operacional ou revisão de metodologia. E há ferramentas para identificar esse momento.

O investimento em empresas em recuperação foi o tema da última coluna do Monitor do Mercado na Folha de S.Paulo. Clique aqui para ler

No Brasil, os empresários deixam a corda esticar muito além do necessário, entrando com o pedido de recuperação quando a companhia passa a ser alvo de pedidos de falência, aumentando o custo de crise e criando dificuldades para que ela volte a se erguer.

A análise é feita por Luís Cláudio Montoro, diretor do Instituto Recupera Brasil, que elabora diferentes estudos sobre o tema.

Em levantamento feito com exclusividade para o Monitor do Mercado, o IRB localizou 420 empresas S.A. que já entraram em recuperação judicial desde 2005, quando a Lei de Recuperação foi aprovada.

Dessas, menos de 40 têm ou tiveram ações negociadas em bolsa. A maior parte, é claro, fica em São Paulo é de São Paulo, seguido por Rio Grande do Sul, Rio de janeiro, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco.

Mas quedas são igualmente grandes. Não há consenso sobre o número de empresas que realmente se recuperam. Há estudos que apontam 2%, mas levando em conta todo o tipo de companhia. Outros, apontam cerca de 40%, examinando menos de cem casos em São Paulo.

A verdade é que os preços das ações de empresas que entram em recuperação costumam cair, pois o risco de quebrarem fica nítido. Mas o preço baixo pode ser visto também como oportunidade.

Então o investidor precisa estar atento a questões que vão além dos dados fundamentalistas e financeiros das companhias (que podem ser acessados aqui) ou dos balanços.

Um ponto que precisa ser analisado é o valor de liquidação da companhia. Ou seja: se ela quebrar hoje, a venda de todos os seus bens dá conta de pagar todas as suas dívidas e, ainda, seus acionistas?

O item pode ser bem ilustrado com a recente venda da Unitel, controlada africana da Oi, lembra Samuel Torres, analista da Capital Research. Quem não havia olhado de perto as contas da companhia, poderia ficar empolgado com o negócio avaliado em R$ 4,19 bilhões. Mas o impacto no preço das ações foi baixo, uma vez que já era um movimento esperado pelo mercado. “Quem comprou as ações, já tinha avaliado que a Unitel era um ativo a ser vendido e precificou as ações também com base nisso”, explica Silveira.

Outra exigência para investir em companhias em recuperação é o acompanhamento constante das notícias. Como lembra Pedro Albuquerque, CEO do Tradersclub, esses são os chamados “papéis de eventos”. Com preços baixos e volatilidade alta, costumam sofrer forte impacto do noticiário.

Segredos no processo
O advogado especialista na área, Tullo Cavallazzi, aponta que o próprio processo judicial da recuperação cria um caminho interessante para o investidor se inteirar de tudo o que ocorre na operação da empresa. Isso porque a companhia é obrigada a apresentar um plano de recuperação judicial, com todos os seus planos para dar a volta por cima.

O plano costuma ficar disponível na página de RI da empresa ou em sites feitos especificamente para dar transparência à recuperação.

Além disso, também costumam ficar à disposição os relatórios feitos mensalmente pelos administradores judiciais das empresas em recuperação, que trazem detalhes sobre a operação e servem como ferramentas estratégicas para o investidor.

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