Os mercados acionários da Europa fecharam em alta nesta quarta-feira, recuperando-se das perdas do dia anterior. Investidores analisaram dados econômicos tanto na região quanto nos Estados Unidos, avaliando seus impactos potenciais para os principais bancos centrais e o cenário político.
Desempenho dos índices
- FTSE-100 (Londres): +0,61% (8.171,12 pontos);
- DAX-30 (Frankfurt): +1,25% (18.379,94 pontos);
- CAC-40 (Paris): +1,24% (7.632,08 pontos);
- FTSE MIB (Milão): +1,09% (33.845,0 pontos);
- IBEX-35 (Madri): +1,32% (11.056,80 pontos);
- SMI-20 (Zurique): +0,06% (12.018,30 pontos);
- PSI-20 (Lisboa): +1,14% (6.664,88 pontos).
PMI de serviços e composto
Na Europa, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da zona do euro caiu de 53,2 em maio para 52,8 em junho, atingindo a mínima em três meses, segundo a S&P Global e o Hamburg Commercial Bank. O PMI composto, que inclui manufatura e serviços, também recuou, de 52,2 para 50,9 no mesmo período.
O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da zona do euro registrou uma queda de 4,2% em maio na comparação anual, superando a expectativa de uma queda de 4,3%. A Oxford Economics avaliou que os PMIs indicam uma recuperação “irregular e desigual”, com riscos de baixa para o crescimento recente.
Ganho nas mineradoras e expectativas no Reino Unido
Em Londres, as mineradoras tiveram um desempenho positivo, impulsionadas por uma jornada de ganhos para o cobre. No Reino Unido, o PMI de serviços subiu de 51,9 em maio para 52,1 em junho, superando tanto a leitura preliminar quanto as projeções dos analistas, que esperavam 51,2.
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O cenário político no país também influenciou os mercados, com a expectativa pela eleição legislativa desta quinta-feira, onde o Partido Trabalhista, atualmente na oposição, aparece como favorito.
Cenário nos Estados Unidos e impacto no BCE
Nos Estados Unidos, os dados divulgados indicaram uma desaceleração no crescimento e na inflação. Acompanhando o monitoramento do CME Group, cresceu a probabilidade de que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, corte os juros até setembro. Essa expectativa de relaxamento monetário nos EUA tende a ser positiva para a tomada de risco nos mercados acionários europeus.
Enquanto isso, na própria Europa, o Banco Central Europeu (BCE) encerrou um fórum em Sintra, Portugal, sem trazer novidades significativas em sua comunicação.











