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Oi é autorizada a vender torres e data centers, de R$ 1,39 bi

A Justiça autorizou a Oi a levar adiante a venda de duas unidades avaliadas em R$ 1,39 bilhão, como forma de levantar dinheiro para sair da recuperação judicial.

Em decisão desta quarta-feira (14/10), à qual o Monitor do Mercado teve acesso, o juiz Fernando Viana, responsável pelo processo de recuperação da gigante da telefonia, homologou os editais para venda da divisão de torres de telefonia (UPI Torres) e da divisão de data centers (UPI Data Center), previstas no plano de recuperação da empresa.

A Oi divulgou em julho que a empresa de infraestrutura de telecomunicações Highline fez uma oferta vinculante pela unidade de torres de telefonia da operadora. A Highline se comprometeu a pagar R$ 1,066 bilhão.

Já os cinco data centers a serem vendidos ficam em São Paulo, Brasília, Curitiba e Porto Alegre. Em junho, a Oi havia aceitado uma proposta vinculante do fundo de private equity Piemonte Holding para comprar a UPI, pelo valor de R$ 325 milhões.

Além dessas duas UPIs, sigla para unidade produtiva isolada, o novo plano de recuperação da Oi, homologado no início deste mês, prevê a captação de dinheiro com a venda da unidade móvel de telefonia da operadora. Suas três principais concorrentes, Tim, Vivo e Claro, já apresentaram uma proposta conjunta pela compra da UPI, por mais de R$ 17 bilhões.

Este, porém, pelo valor financeiro e estratégico, deverá ser o negócio mais demorado do processo de recuperação judicial. De acordo com a defesa da operadora, um ano não deve dar nem para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisar a operação de venda da sua unidade de telefonia móvel.

Trata-se de “um negócio muito relevante, que envolverá análise cuidadosa e ponderada não apenas da Anatal, como também do Cade”, argumenta a Oi.

No entanto, a Justiça determinou que o prazo para que a operadora saia da recuperação é de 12 meses.

O processo de recuperação tem sido conturbado. Grandes credores da Oi, como Itaú, Banco do Brasil, Caixa e China Development Bank questionaram diversos pontos do aditamento e até mesmo pediram a anulação da assembleia geral de credores que aprovou as mudanças. O novo plano prevê um deságio de 60% no valor devido a esses credores.

Para o juiz do caso, Luiz Viana, no entanto, muitas das alegações são “inconformismo exacerbado por parte de determinados Credores Financeiros”.

A recuperação judicial, diz a decisão desta segunda, exige “sacrifício de todas as partes aos seus termos sujeitos”.

Os bancos reclamavam que a proposta de aditamento, que deveria ser apenas uma alteração do plano de recuperação, é, na verdade, um plano totalmente diferente do que foi aprovado em assembleia de credores.

*Imagem em destaque: Piqsels.com

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