O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,51% em abril na comparação com março, na série com ajuste sazonal, informou o BC nesta quarta-feira (17).
O resultado veio abaixo da expectativa do mercado. A mediana das projeções apontava para alta de 0,60%, enquanto as estimativas variavam entre 0,10% e 0,90%. Em março, o indicador havia recuado 0,18%, segundo dado revisado pelo Banco Central.
Na comparação anual, sem ajuste sazonal, o IBC-Br cresceu 0,92%. O resultado também ficou abaixo da expectativa do mercado, cuja mediana era de alta de 1,45%.
Entre os setores, os serviços cresceram 1,20% em relação ao mesmo mês do ano passado. A indústria avançou 1,28%, enquanto a agropecuária registrou alta de 0,62%.
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Todos os setores registraram crescimento
O avanço da atividade econômica foi disseminado entre os principais segmentos da economia. O índice de serviços subiu 0,27% em abril, após queda de 0,54% em março. A indústria avançou 0,36%, enquanto o indicador da agropecuária teve alta de 0,04%.
Já o índice que mede os impostos sobre produtos, componente utilizado no cálculo do PIB, cresceu 0,26% no período.
Excluindo a agropecuária, o IBC-Br avançou 0,37% na margem, revertendo a queda registrada no mês anterior.
Economia segue resiliente, dizem economistas
Para Rafael Perez, economista da Suno Research, o resultado mostra que a economia brasileira continua resiliente no início do segundo trimestre. Segundo ele, o setor de serviços segue beneficiado pelo consumo das famílias, impulsionado pela renda e pelo mercado de trabalho ainda aquecido.
Na indústria, o desempenho continua sendo sustentado pelo segmento de petróleo e gás, compensando a perda de ritmo da indústria de transformação. Já a agropecuária entrou em um período de acomodação, movimento considerado esperado após a concentração da produção no início do ano.
“O desempenho continua sustentado pelo avanço da renda das famílias, pelo mercado de trabalho aquecido e pelas medidas de estímulo implementadas pelo governo nos últimos meses”, afirma Perez.
Desaceleração gradual permanece como cenário-base
Na avaliação de Leonardo Costa, economista do ASA, o IBC-Br de abril permanece compatível com um cenário de desaceleração gradual da economia.
Segundo ele, embora alguns indicadores de atividade apresentem volatilidade, a perda de ritmo observada nos últimos meses sustenta a expectativa de um PIB mais fraco no segundo trimestre.
Ainda assim, o economista ressalta que os dados não apontam, por enquanto, para uma contração abrupta da atividade econômica.











