Recentemente, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) lançou uma força-tarefa destinada a auxiliar os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) que tiveram seus pagamentos suspensos. A iniciativa foi motivada pela necessidade de regularizar o cadastro dos beneficiários no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), essencial para a manutenção do benefício.
O BPC é um recurso social crucial, projetado para amparar idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência que comprovem carência. No entanto, a falta de atualização cadastral ou a ausência de inscrição no CadÚnico resultou no bloqueio de diversos benefícios, gerando uma alta demanda por informações e suporte por parte dos beneficiários afetados.
Qual é o papel das agências do INSS?
Para enfrentar essa situação, as agências do INSS se tornaram pontos-chave na orientação dos beneficiários sobre os passos necessários para reativar o BPC. O comparecimento a uma agência permite aos beneficiários obter informações detalhadas sobre o processo de revisão e formalizar seu interesse na continuidade do benefício. Neste contexto, o contato telefônico através da Central de Atendimento 135 também se apresenta como uma alternativa eficaz para aqueles que iniciaram ou atualizaram o CadÚnico.
Desbloqueio do BPC: Quais são as etapas a seguir?
Após a visita a uma agência do INSS ou o contato telefônico, os beneficiários têm um prazo definido para comparecer ao Centro de Referência e Assistência Social (Cras) de seu município. Este é o único local onde o cadastro no CadÚnico pode ser realizado ou atualizado. Nos municípios com população inferior a 50 mil habitantes, o prazo é de 45 dias, enquanto nas cidades maiores o prazo se estende a 90 dias. O não cumprimento desse prazo resultará na suspensão do benefício.

Como o INSS está otimizando o processo?
Em uma tentativa de agilizar este processo, o INSS mobilizou servidores das Centrais de Análise de Benefícios (Ceabs), inclusive aqueles que atuam remotamente. Com a publicação de uma portaria contendo orientações específicas, as unidades regionais do INSS poderão requisitar a redistribuição de recursos humanos conforme a necessidade, assegurando que a demanda por apoio adicional seja atendida eficientemente durante os próximos 90 dias.
Quais são os critérios para receber o BPC?
Para ser elegível ao BPC, conforme estipulado pela Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), deve-se comprovar uma renda por indivíduo do grupo familiar inferior a um quarto do salário mínimo nacional. Além disso, é indispensável que o beneficiário e sua família estejam registrados no CadÚnico antes da solicitação do benefício. Cabe destacar que o BPC não requer contribuições ao INSS, não paga décimo terceiro salário, nem gera direito a pensão por morte. Entretanto, é fundamental garantir que o cadastro esteja sempre atualizado para o pleno recebimento do benefício.
Para facilitar o processo de verificação de cadastro, os beneficiários têm à disposição o aplicativo Meu INSS, onde podem usar seu CPF para verificar a situação. Importante lembrar que, em locais do Rio Grande do Sul afetados por calamidades públicas, não haverá necessidade imediata de atualização cadastral neste momento.











