A semana passada foi extremamente movimentada, com as eleições americanas sendo o evento de maior impacto. A reeleição de Donald Trump confirmou uma série de apostas, incluindo as do site Polymarket, que indicavam uma vantagem para republicano.
O mercado também reagiu ao corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) feito pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed), que levou os juros nos Estados Unidos para o intervalo de 4,5% a 4,75% ao ano.
Após as confirmações, as incertezas diminuíram e os investidores reorganizaram seus investimentos a curto e longo prazo, segundo Marcos de Vasconcellos, CEO do Monitor do Mercado.
Agora, com Trump no poder, as expectativas de uma política econômica protecionista ganham força. O mercado espera políticas fiscais que beneficiem as empresas americanas, como cortes de impostos, e medidas tarifárias contra outros países.
Dólar engana e fecha a semana em queda
O dólar teve alta volatilidade após o Google mostrar, após a vitória de Trump, uma cotação de R$ 6,18. A redação do Monitor do Mercado, no entanto, percebeu que a ferramenta mostrava a cotação errada e publicou uma notícia explicando a situação.
Apesar de toda a confusão, a moeda americana encerrou a semana — e aquela sessão — em uma queda de 2,25%, cotada a R$ 5,73. Sérgio Ricciardi, diz que a expectativa é de valorização do dólar em relação ao real, impactado pelo cenário incerto no Brasil.
Pacote de corte de gastos
Além da vitória de Trump, a indefinição sobre o pacote de corte de gastos trouxe bastante volatilidade para o mercado brasileiro. A falta de detalhes vem pressionando as taxas de juros, que subiram 2,68%, e abalando a confiança dos investidores.
Aumento da Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa de juros do país, a taxa Selic, em 0,5 ponto percentual (p.p.), levando-a para 11,25% ao ano. A decisão foi unânime e anunciada na tarde desta quarta-feira (6). A elevação marcou o segundo aumento da taxa no governo Lula 3.
Bitcoin
Outro ativo que chamou a atenção foi o Bitcoin, que atingiu novos patamares de valorização — uma alta de 5%. A expectativa de que o governo Trump impulsione a economia digital e regulamentar o uso de criptomoedas nos Estados Unidos contribuiu para essa alta.
Agenda semanal
A semana reserva eventos importantes para o mercado brasileiro. Os destaques são:
- Ata do Copom (terça-feira);
- Vendas no varejo (terça-feira);
- Dados do setor de serviços (quarta-feira);
- Índice de atividade econômica (quinta-feira).
A agenda internacional também traz eventos relevantes que influenciarão, são eles:
- Reuniões com membros do Fed (terça a sexta-feira);
- Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro (quinta-feira);
- Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA (quinta-feira);
- Dados de emprego e produção industrial nos EUA (sexta-feira).











