A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) apresentou um prejuízo líquido de R$ 750,9 milhões no terceiro trimestre de 2024, revertendo o lucro de R$ 90,7 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Os resultados financeiros foram divulgados na noite de ontem (12).
Em relação ao segundo trimestre deste ano, quando as operações de hedge de minério de ferro contribuíram para um resultado positivo, a queda foi de 236,8%. Segundo a empresa, o prejuízo reflete uma combinação de menor desempenho operacional e aumento nas despesas financeiras.
Queda no Ebitda
O Ebitda ajustado (que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da CSN somou R$ 2,284 bilhões no terceiro trimestre de 2024, uma queda de 18,9% em comparação ao terceiro trimestre de 2023. A margem Ebitda ajustada foi de 19,7%, uma redução de 3,5 pontos percentuais.
Esse desempenho reflete a queda no preço do minério de ferro, apesar do aumento nas vendas de cimento e produtos siderúrgicos.
A receita líquida totalizou R$ 11,066 bilhões, crescimento de 1,7% em relação ao trimestre anterior. O segmento de siderurgia, com vendas recordes na mineração e cimentos, sustentou esse aumento.
Despesas financeiras da CSN
O resultado financeiro da CSN foi negativo em R$ 1,931 bilhão no terceiro trimestre de 2024, um aumento de 29,2% em relação ao segundo trimestre de 2024.
A alta reflete a desvalorização cambial, que elevou o custo da dívida em dólar, e a desvalorização das ações da Usiminas, que pressionaram ainda mais o balanço da companhia.
Dívida e alavancagem
A dívida líquida consolidada da CSN atingiu R$ 35,164 bilhões em 30 de setembro de 2024, com a alavancagem, medida pela relação Dívida Líquida/EBITDA, alcançando 3,34 vezes. Esse movimento é resultado de uma gestão de caixa mais eficiente, que compensou o impacto negativo do fluxo de caixa no trimestre.
A empresa também destacou seu compromisso com a redução do endividamento e a manutenção de um caixa robusto, que fechou o trimestre em R$ 19,322 bilhões.
Produção de aço
A produção de aço da CSN somou 995 mil toneladas no trimestre, maior volume desde o terceiro trimestre de 2022, representando um aumento de 12,7% em relação ao trimestre anterior. O resultado foi impulsionado pela retomada das atividades após paradas de manutenção.
A produção de laminados também cresceu, alcançando 917 mil toneladas, o melhor desempenho desde o terceiro trimestre de 2021.
*Com informações do Grupo CMA











