As Bolsas da Europa encerraram a primeira sessão de 2025 em alta, impulsionadas por ações de mineradoras e empresas de energia. O movimento ocorreu apesar da desaceleração dos índices de atividade industrial (PMIs) na China e na Europa, que reforçam expectativas de cortes de juros pelo Banco Central europeu.
O índice FTSE100 de Londres encerrou em alta de 1,00%; o DAX de Frankfurt subiu 0,48% e o CAC40 de Paris avança 0,17%, enquanto o Stoxx600 fechou em alta de 0,54%, aos 510,34 pontos.
Mineradoras avançam apesar dos dados da China
O índice PMI Caixin da China caiu de 51,5 em novembro para 50,5 em dezembro, indicando desaceleração, mas permanecendo acima de 50, o que ainda aponta expansão econômica. Dados mais fracos geralmente sinalizam redução na demanda por metais, mas o setor foi favorecido pela movimentação cambial.
Nos principais índices da Europa, ações de empresas de mineração como Glencore (+2,63%), Antofagasta (+2%) e Anglo American (+0,91%) foram beneficiadas pela fraqueza da libra frente ao dólar, que torna as commodities mais atraentes para investidores internacionais.
Energia lidera ganhos com alta no petróleo
Empresas do setor de energia também se destacaram, impulsionadas pelo aumento nos preços do petróleo. Os papéis da BP subiram 2,57%, enquanto a Shell registrou alta de 1,94%.
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A valorização reflete principalmente a expectativa de aumento na demanda por petróleo com a reabertura econômica de mercados globais, apesar das incertezas econômicas.
PMIs da Europa reforçam aposta em cortes de juros
Os indicadores de atividade industrial também influenciaram os mercados. Na França, o PMI atingiu o menor nível desde maio de 2020, devido à crise política que dificulta a aprovação do orçamento. No Reino Unido, o índice caiu para 47, atingindo o menor patamar em 11 meses.
Esses dados reforçam a possibilidade de novos cortes de juros pelos bancos centrais, como o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE), para estimular o crescimento econômico.











