As vendas de bares e restaurantes cresceram 4,2% no segundo trimestre de 2026, na comparação anual, segundo o Índice Abrasel-Stone, divulgado pela Stone em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), nesta segunda-feira (27).
Em junho, o setor registrou alta de 2,6% em relação ao mesmo mês de 2025, alcançando o nono mês consecutivo de crescimento na comparação anual. Já frente a maio, houve queda de 2,1%, indicando perda de ritmo no encerramento do trimestre.
Junho ficou abaixo da expectativa do setor de bares e restaurantes
Para o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, o desempenho do segundo trimestre foi positivo, mas o resultado de junho ficou abaixo do esperado.
“Junho ficou abaixo da expectativa criada para um mês que reuniu a Semana dos Namorados e a Copa do Mundo. Os empresários se prepararam para um aumento no fluxo de clientes, mas o desempenho do mês mostra que parte desse potencial de consumo não se converteu em vendas”, disse.
Solmucci afirmou que um dos fatores que podem ter influenciado esse comportamento foi o crescimento das apostas esportivas durante a Copa do Mundo, o que teria direcionado parte dos gastos dos consumidores para plataformas de apostas em vez do consumo em bares e restaurantes.
Mercado de trabalho continua sustentando o consumo
Na avaliação de Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o resultado mostra que o setor segue sendo beneficiado pelo mercado de trabalho.
Segundo ele, a geração de renda e os baixos níveis de desemprego continuam sustentando o consumo das famílias, contribuindo para que bares e restaurantes mantenham vendas superiores às registradas há um ano.
Freitas também destacou que a realização da Copa do Mundo ajudou a elevar o fluxo de consumidores nos estabelecimentos, favorecendo o consumo fora de casa, mesmo em um ambiente de restrição financeira.
Maioria dos estados registrou crescimento
Entre os 24 estados analisados, 18 apresentaram crescimento nas vendas em junho na comparação anual. Enquanto Maranhão (-5,1%), Paraíba (-3,7%), Piauí (-3,5%), Rondônia (-3,4%), Ceará (-1%) e Amazonas (-0,3%) registraram retração nas vendas
As maiores altas foram registradas em:
| Estado | Variação |
|---|---|
| Roraima | 14,5% |
| Santa Catarina | 8,5% |
| Rio Grande do Sul | 5,6% |
| Bahia | 4,6% |
| Espírito Santo | 4,6% |
| Tocantins | 4,2% |
| Mato Grosso | 3,2% |
| São Paulo | 2,9% |
| Pernambuco | 2,4% |
| Paraná | 2,2% |
| Rio Grande do Norte | 2,2% |
| Mato Grosso do Sul | 2,1% |
| Pará | 1,2% |
| Rio de Janeiro | 1% |
| Minas Gerais | 0,9% |
| Goiás | 0,7% |
| Alagoas | 0,4% |
| Sergipe | 0,2% |











