O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou crescimento de 3,4% em 2024, alcançando R$ 11,7 trilhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (7). O país registrou o quinto maior avanço do mundo no ano, segundo dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
O avanço foi o maior desde 2021, impulsionado pelo setor de serviços e pela indústria. No entanto, no quarto trimestre, a economia teve crescimento de 0,2% ante os três meses anteriores, abaixo da expectativa do mercado, que previa alta de 0,4%.
Apesar da inflação elevada, o mercado de trabalho aquecido fez com que o consumo das famílias brasileiras fechasse 2024 com alta de 4,8% no acumulado do ano, no maior resultado desde 2011, quando o crescimento foi da mesma magnitude.
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Desempenho por setor
O crescimento da economia em 2024 foi puxado principalmente pelos serviços, que avançaram 3,7% no ano. A indústria também teve resultado positivo, com alta de 3,3%. Já a agropecuária teve recuo de 3,2%, refletindo condições climáticas adversas, como as inundações no Rio Grande do Sul.
No quarto trimestre, os setores tiveram os seguintes desempenhos:
- Serviços: alta de 0,1% ante o trimestre anterior;
- Indústria: crescimento de 0,3%;
- Agropecuária: queda de 2,3%.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, destacou o crescimento acima das projeções iniciais do mercado, que no início do ano previa alta de apenas 1,59% para o PIB.
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“O Brasil segue crescendo acima das expectativas”, disse Tebet, ressaltando que a expansão da indústria e dos serviços compensou o desempenho mais fraco da agropecuária.
Ela também enfatizou o aumento do PIB per capita, que fechou o ano em R$ 55.247,45, um avanço de 3% em termos reais. “Isso significa aumento da renda média do brasileiro. Agora é seguir avançando, combatendo a inflação para baratear o preço dos alimentos”, afirmou a ministra.
Mercado espera 2025 desafiador após resultado do PIB
Apesar do crescimento robusto no acumulado do ano, economistas apontam que a desaceleração no quarto trimestre indica um cenário mais desafiador para 2025.
A Capital Economics avaliou que o crescimento de 0,2% no período sugere que o período de forte expansão da economia chegou a um fim abrupto. A consultoria reduziu sua previsão para o PIB de 2025, de 2,3% para 1,8%.
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“A desaceleração no final do ano cria um carrego fraco para 2025. Os indicadores mais recentes sugerem um início de ano igualmente fraco”, apontou a Capital Economics.
A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destacou que a queda no consumo das famílias teve peso no desempenho do PIB no fim do ano. “A política monetária afetou o consumo das famílias, e essa redução também teve impacto sobre a aceleração da inflação no país”, afirmou Palis.
O mercado agora aguarda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic. A Capital Economics avalia que o Banco Central deve elevar os juros em mais 100 pontos-base na reunião deste mês, mas que esse pode ser o fim do ciclo de aperto monetário, devido ao crescimento mais fraco da economia e sinais de alívio na inflação.











