A Boeing reportou prejuízo líquido de US$ 37 milhões no primeiro trimestre de 2025, uma redução de 89,2% frente à perda de US$ 355 milhões registrada no mesmo período do ano passado.
O prejuízo por ação ajustado foi de US$ 0,49, abaixo da expectativa do mercado, que previa perda de US$ 1,18, segundo a FactSet.
A receita da fabricante americana cresceu 18% na comparação anual, totalizando US$ 19,5 bilhões. O número ficou levemente acima da estimativa de US$ 19,38 bilhões. Apesar da melhora, o fluxo de caixa livre (FCL) permaneceu negativo em US$ 2,3 bilhões até março. A carteira de encomendas da empresa soma US$ 545 bilhões.
No pré-mercado de Nova York, a ação da Boeing subia 4,41%. Após a abertura, o papel manteve o ritmo de valorização, com alta de 7,38% às 11h50 (horário de Brasília).
Venda de ativos digitais
A Boeing também anunciou a venda de parte de sua divisão Digital Aviation Solutions, incluindo as plataformas Jeppesen, ForeFlight, AerData e OzRunways, para a gestora de investimentos Thoma Bravo.
A transação, no valor de US$ 10,55 bilhões em dinheiro, faz parte da estratégia da companhia de reforçar sua estrutura de capital e concentrar operações no core business — a fabricação de aeronaves.
Segundo a Boeing, a venda permitirá maior foco em áreas essenciais e ajudará a manter o selo de investment grade (grau de investimento) da empresa. Cerca de 3.900 funcionários serão transferidos como parte do acordo, que deve ser concluído até o fim de 2025, sujeito à aprovação regulatória.
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Compromisso com serviços essenciais
A empresa informou que continuará operando capacidades digitais ligadas à manutenção e diagnóstico de frotas nos segmentos comercial e de defesa.
Chris Raymond, presidente da Boeing Global Services, disse que o compromisso com os clientes “permanece inalterado”. A operação contou com assessoria do Citi para a Boeing e do escritório Kirkland & Ellis para a Thoma Bravo.












