Quatro de dez (41%) compras online realizadas no Brasil em 2024 foram pagas com o Pix, segundo a 10ª edição do The Global Payments Report, da Worldpay. O relatório aponta que até 2030, 58% das compras devem ser pagas com o mecanismo.
Além do e-commerce (compras pela internet), o Pix também avançou nos pagamentos presenciais. Hoje, 32% das transações em pontos de venda físicos (PDVs) no Brasil já são feitas com o sistema.
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Na categoria de pagamentos Account-to-Account (Conta a Conta, ou A2A) — em que o Pix se destaca — o volume movimentado no e-commerce do Brasil atingiu US$ 35,3 bilhões em 2024, contra apenas US$ 1,3 bilhão em 2014.
Apesar de ter movimentado quase R$ 64 bilhões em transações no ano passado, Juan Pablo D’Antiochia, General Manager da Worldpay para a América Latina, disse ao Monitor do Mercado que o Pix deixou de ser apenas um método de transferência e passou a ser um “ecossistema dinâmico”.
“Hoje, o Pix é uma infraestrutura. Ele deixa de ser apenas um método e passa a ser a base sobre a qual novas experiências de pagamento estão sendo construídas”, afirmou.
Entre essas novas soluções, estão:
- Pix Automático: pagamentos recorrentes, como assinaturas;
- Pix por Aproximação: pagamentos em lojas físicas com maior fluidez.
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Cartões e carteiras digitais mantêm relevância
Apesar do avanço do Pix, os cartões (crédito, débito e pré-pago) ainda detêm 39% das transações no e-commerce brasileiro. Somados ao Pix, esses dois meios de pagamento representam 73% das compras online em 2024.
O papel do cartão, porém, está mudando. Segundo D’Antiochia, ele se “desmaterializa”, sendo incorporado em carteiras digitais ou atuando como token dentro de plataformas como o próprio Pix.
As carteiras digitais também ganharam força, com crescimento de 5% em 2014 para 16% das transações online em 2024.
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Nos pagamentos presenciais, o uso de dinheiro caiu de 68% em 2014 para 17% em 2024, com projeção de atingir apenas 9% até 2030 no Brasil. Mesmo assim, a extinção do papel-moeda não é esperada em países com forte tradição no uso de cédulas, como México, Argentina e Alemanha.
Pix inspira modelos em outros países
O modelo brasileiro inspirou sistemas semelhantes em outros países da América Latina:
- DiMo, no México
- Transferencias 3.0, na Argentina
- Bre-B, previsto para lançamento na Colômbia ainda este ano
Além disso, o avanço de fintechs e uma regulação mais flexível na região têm estimulado inovações como pagamentos por aproximação, QR Codes, peer-to-peer, carteiras digitais e até uso de criptomoedas.
“O Pix mostrou que é possível ter um sistema eficiente, seguro e inclusivo — algo que inspira iniciativas em toda a América Latina e até em mercados como Reino Unido e EUA”, afirmou o executivo.












