O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação brasileira, desacelerou em maio, mas subiu 0,36%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro, que previa 0,44%. Este foi o menor avanço mensal desde janeiro (0,11%) e o menor para o mês de maio desde 2020, quando o indicador caiu 0,59%
Com o dado de maio, o IPCA-15 acumula alta de 2,80% no ano. Em 12 meses, a variação foi de 5,40%, ligeiramente abaixo dos 5,49% registrados até abril.
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Habitação pressiona IPCA-15 com energia elétrica
O grupo Habitação subiu 0,67% e contribuiu com 0,10 ponto percentual para o IPCA-15. O destaque foi a energia elétrica residencial, que subiu 1,68%, com impacto de 0,06 ponto percentual no índice geral.
A alta reflete a entrada da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Também houve reajustes nas tarifas em Salvador (+2,07%), Recife (+3,33%) e queda em Fortaleza (-1,68%).
Outros itens com reajustes:
- Água e esgoto: +0,51%
- Gás encanado: +0,12%
Alimentos desaceleram
O grupo Alimentação e bebidas subiu 0,39% em maio, após alta de 1,14% em abril. A alimentação no domicílio desacelerou de 1,29% para 0,30%, enquanto a alimentação fora do domicílio subiu 0,63% (ante 0,77%).
Esse grupo contribuiu com 0,09 ponto percentual para o IPCA-15 do mês.
Transportes continuam em queda
Os preços do grupo Transportes caíram 0,29%, contribuindo com -0,06 ponto percentual para o índice geral. A maior influência negativa veio das passagens aéreas, que recuaram 11,18% no mês e impactaram o IPCA-15 em -0,07 ponto percentual.
Os combustíveis, que haviam caído em abril, subiram 0,11% em maio. A gasolina teve alta de 0,14% e o etanol avançou 0,54%.
Saúde e cuidados pessoais voltam a pressionar o IPCA-15
O grupo Saúde e cuidados pessoais teve alta de 0,91%, levemente abaixo da variação de abril (+0,96%). Contribuiu com 0,12 ponto percentual no IPCA-15.
Os medicamentos subiram 1,93% após autorização de reajuste de até 5,09% a partir de 31 de março. Os planos de saúde aumentaram 0,57%.












