O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (2) que as conversas com os presidentes da Câmara e do Senado avançaram durante o fim de semana, deixando a equipe econômica “muito confortável” para buscar uma solução de longo prazo que viabilize o cumprimento das metas fiscais.
Segundo ele, houve receptividade por parte dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Haddad disse que a expectativa é que uma definição ocorra ainda nesta semana, antes da viagem do presidente Lula à França.
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“Esse é o jogo que interessa ao país. Não simplesmente uma solução paliativa, mas estrutural, que valha para o presidente Lula e para quem assumir em 2026”, afirmou.
A declaração ocorre em meio a críticas do mercado à elevação das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), anunciadas recentemente para operações de crédito empresarial, câmbio e previdência privada de alto valor.
Na semana passada, o governo federal revogou parcialmente o decreto que elevava o IOF, após críticas de diversos setores. A expectativa de arrecadação caiu de R$ 20,5 bilhões para R$ 19,1 bilhões.
O impacto da revogação foi reavaliado: segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, a perda de receita será de R$ 1,4 bilhão em 2025 e R$ 2,8 bilhões em 2026.
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Transparência nos incentivos fiscais
Haddad reforçou que o governo manterá a transparência na divulgação dos dados sobre renúncias fiscais. A Receita Federal estima que os benefícios tributários somem R$ 800 bilhões neste ano. Segundo o ministro, é possível consultar online, inclusive por CNPJ, as empresas que se beneficiam dessas isenções.











