A inflação dos Estados Unidos, medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,1% em maio na comparação com abril, abaixo da expectativa de 0,2% dos analistas. No acumulado de 12 meses, a inflação foi de 2,4%, também menor do que os 2,5% esperados.
O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, também teve alta de apenas 0,1% no mês, contra projeção de 0,3%. Na comparação anual, o avanço foi de 2,8%, em linha com o resultado anterior, mas abaixo da expectativa de 2,9%.
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O principal alívio veio do setor de energia, com queda de 1% em maio, puxada pelo recuo de 2,6% na gasolina. Itens como passagens aéreas (-2,7%), carros usados (-0,5%) e vestuário (-0,4%) também ajudaram a conter a inflação.
Apostas para corte nos juros após inflação dos EUA
A leitura abaixo do esperado da inflação ao consumidor (CPI) em maio nos Estados Unidos aumentou as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) começará a cortar os juros já em setembro. O mercado agora precifica com mais força dois cortes de juros ainda em 2025.
Segundo ferramenta do CME Group, a chance de um corte em setembro subiu para 64,2% após os dados do CPI, contra 57,2% antes da divulgação. A maior parte dos investidores (55,3%) aposta em uma redução de 25 pontos-base. Já a chance de manutenção caiu para 35,8%.
Para o restante do ano, a probabilidade de dois cortes somando 50 pontos-base subiu de 38,6% para 41,2%. Também cresceu a chance de um corte mais agressivo, de 75 pontos-base, que passou de 16,7% para 24,7%.
Em contrapartida, caiu a aposta em apenas um corte de 25 pontos-base (de 33,3% para 25,4%) e em manutenção total das taxas (de 9,7% para 5,3%).
Tarifas não pressionaram preços
Apesar do aumento das tarifas sobre produtos importados, o banco canadense CIBC Economics avaliou que não houve repasse significativo aos preços em maio.
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Os bens básicos, segundo a análise, ficaram com preços “contidos”, o que indica que as empresas podem estar absorvendo os custos no início da nova fase da guerra comercial.
“O dado sugere que empresas americanas e seus fornecedores buscaram gerenciar os impactos iniciais das tarifas”, comentou o CIBC, destacando que, diante do cenário atual, o Fed pode preferir aguardar até dezembro para agir — embora o mercado já antecipe um movimento antes disso.












