O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta superquarta (29) em queda de 2,05%, aos 184.750,42 pontos, menor nível desde 30 de março. Foi a sexta sessão consecutiva de perdas do índice.
A desvalorização refletiu a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75% ao ano e a entrevista coletiva que marcou a despedida de Jerome Powell.
Em seu discurso, o presidente destacou o fortalecimento das perspectivas de inflação no curto prazo, impactadas pelos desdobramentos no Oriente Médio, que resultaram na alta dos preços do petróleo. Hoje, o barril Brent avançou quase 6% na sessão, superando US$ 100.
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Copom corta juros após fechamento
Investidores também aguardavam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Após o fechamento, os membros optaram por cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 14,5% ao ano. Foi a primeira sequência de quedas desde março de 2024.
De acordo com o relatório, a manutenção refletiu em um ambiente marcado por incertezas no cenário internacional, especialmente em relação à duração e aos efeitos dos conflitos no Oriente Médio, e inflação alta no Brasil.
Destaques do Ibovespa
Apesar da queda do índice, as ações da Petrobras (+3,16% e +3,03%) subiram e ajudaram a limitar ainda mais as perdas. Por outro lado, a Vale, ação de maior peso no Ibovespa, despencou 5,87%. O setor financeiro também recuou, com Banco do Brasil (ON) registrando queda de 3,68%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Braskem (+5,55%), Petrobras (+3,16% e +3,03%) e Prio (+3,07%). Já entre as quedas, ficaram WEG (-6,75%), Vale (-5,87%) e Magazine Luiza (-5,39%).
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