O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (23) em queda de 0,41%, aos 136.550,50 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 20,5 bilhões.
A queda foi puxada pelo aumento das tensões no Oriente Médio com a entrada dos Estados Unidos na guerra. O movimento mexeu com o preço do petróleo, que recuou mais de 6,5%, impactando diretamente as ações da Petrobras.
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Apesar do recuo e dos ataques, no exterior, o mercado reagiu com certo alívio após a ofensiva ser considerada limitada, afastando o sinal de uma possível escalada do conflito.
Irã avisa sobre ataques e busca trégua
As Forças Armadas do Irã confirmaram o ataque à base aérea americana de Al-Udeid, no Catar. Segundo comunicado, a ação foi uma resposta a “violações à integridade territorial do país”. O Catar, por sua vez, afirmou que poderá responder “de maneira proporcional”.
Apesar da retórica, o jornal The New York Times relatou que o Irã teria avisado autoridades catarianas previamente, em uma tentativa de evitar baixas. A estratégia indicaria uma tentativa de manter a simbologia do revide sem escalar o conflito, abrindo espaço para uma saída diplomática.
Destaques do Ibovespa
Os papéis da Vale subiram 1,26%, chegando à máxima do dia no fechamento, e foram a exceção entre as blue chips (ações de maior peso). As ações da Petrobras despencaram: -2,81% (ON) e -2,50% (PN). No setor financeiro, houve perdas próximas de 1%, como Santander (-1,19%) e Banco do Brasil (-1,22%).
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Entre as maiores altas do dia, ficaram BRF (+4,67%), Marfrig (+4,46%) e RD Saúde (+3,64%). Por outro lado, Cosan (-4,67%), Vamos (-4,24%) e Raízen (-4,07%) tiveram os piores desempenhos da sessão.
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Estreito de Ormuz segue aberto
Apesar da recomendação do Parlamento iraniano, o Estreito de Ormuz — rota por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial — permanece aberto. Isso reforça a leitura de que o Irã ainda busca uma trégua negociada, e não uma escalada bélica.
Em entrevista ao Estadão Broadcast, o economista Igor Lucena alertou que, caso o estreito seja fechado, o impacto no fornecimento global pode ser severo.
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“Mesmo com oleodutos alternativos, o volume escoado não passa de 4 a 5 milhões de barris por dia, muito aquém dos 20 a 24 milhões transportados pela região”, explicou.











