O mercado de trabalho formal no Brasil gerou 148.992 vagas formais de trabalho em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O número representa uma desaceleração em relação ao saldo positivo de abril (237.377 vagas, com ajustes) e ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado, de 171,8 mil vagas.
No total foram registradas 2.256.225 admissões e 2.107.233 desligamentos no mês. Apesar da desaceleração, o resultado de maio foi superior ao do mesmo mês em 2024, quando foram abertas 139.557 vagas formais.
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No acumulado de janeiro a maio, o país gerou 1.051.244 empregos com carteira assinada — 4,9% abaixo do saldo registrado no mesmo período do ano passado (1.105.385).
Nos últimos 12 meses (de junho de 2024 a maio de 2025), o saldo positivo foi de 1.628.644 vagas, levemente inferior ao acumulado entre junho de 2023 e maio de 2024 (1.684.388).
O salário médio de admissão foi de R$ 2.248,71 em maio, com queda de R$ 10,98 (-0,49%) em relação a abril (R$ 2.259,69). Na comparação com o mesmo mês de 2024, a redução foi de R$ 1,15 (-0,05%), já descontadas as variações sazonais.
Caged destaca setor de serviços
A criação de vagas de trabalho com carteira assinada em maio foi liderada pelo setor de serviços, embora todos os cinco grandes setores econômicos tenham apresentado saldos positivos:
- Serviços: +70.139 vagas
- Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: +23.258 vagas
- Indústria geral: +21.569 vagas
- Agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: +17.348 vagas
- Construção: +16.678 vagas
No acumulado do ano, os seguintes setores também apresentam saldo positivo:
- Serviços: +562.984
- Indústria geral: +209.685
- Construção: +149.233
- Agropecuária: +72.650
- Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas: +56.708
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Criação de vagas de trabalho por região
Todas as regiões do país registraram criação líquida de empregos formais em maio: Sudeste (+74.536), Nordeste (+45.888), Norte (+10.836), Centro-Oeste (+10.504) e Sul (+7.117).
No acumulado de janeiro a maio, cada região apresentou o seguinte desempenho na geração de novas vagas: Sudeste (+503.777), Sul (+232.512), Centro-Oeste (+135.067), Nordeste (+124.662) e Norte (+54.801)
Entre as 27 unidades da Federação, 26 registraram saldos positivos. Os maiores volumes absolutos de criação de vagas ocorreram em:
- São Paulo: +33.313
- Minas Gerais: +20.287
- Rio de Janeiro: +13.642
O único estado com saldo negativo foi o Rio Grande do Sul, com fechamento líquido de 115 postos, impactado pelos efeitos das enchentes. Amapá e Roraima registraram saldos positivos mais baixos: com 179 e 306 vagas, respectivamente.
Modalidades de trabalho não tradicionais
O Caged também registrou abertura líquida de 42.637 vagas em modalidades de trabalho não tradicionais, como contratos intermitentes, temporários, de aprendizes, com jornada parcial ou via Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física (CAEPF).
Esse número é resultado de 308.871 admissões e 266.234 desligamentos. No acumulado do ano, o saldo de vínculos atípicos chega a 246.709 vagas, com 1.659.929 admissões e 1.413.220 demissões.
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Reação do mercado aos dados do Caged
Mesmo com o resultado abaixo do esperado, os ativos brasileiros reagiram positivamente. O Ibovespa subia 1,29%, atingindo a máxima de 138.636,15 pontos, enquanto o índice futuro superava os 140 mil pontos. O dólar caía a R$ 5,43 e os juros futuros recuavam.
A leitura do mercado é de que um ritmo mais fraco na geração de empregos pode contribuir para aliviar pressões inflacionárias, o que alimenta expectativas de que o Banco Central possa iniciar um ciclo de corte na taxa Selic, atualmente em 15% ao ano.











