O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (25) em queda de 0,21%, aos 133.524,18 pontos, devolvendo parte dos ganhos recentes em meio à cautela com a proximidade do prazo anunciado por Donald Trump para a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
O índice praticamente zerou o avanço da semana, encerrada com leve alta de 0,11%. No mês, o Ibovespa acumula queda de 3,84%, mas ainda sobe 11,01% no ano.
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O volume negociado na sessão foi de apenas R$ 14,1 bilhões, reforçando a baixa liquidez dos últimos dias. O índice oscilou entre mínima de 133.285,09 pontos e máxima de 134.204,42 pontos.
Tensão com EUA e nova declaração de emergência
Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, o governo Trump prepara uma nova declaração de emergência para justificar legalmente a tarifa de 50% ao Brasil. A medida seria necessária porque, diferentemente de outros países já atingidos pelas sobretaxas americanas, os EUA têm superávit na balança comercial de bens com o Brasil.
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A pressão aumentou com uma carta enviada por 11 senadores democratas ao presidente americano, manifestando “profunda preocupação com o claro abuso de poder” representado pela proposta tarifária.
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O presidente Lula, por sua vez, declarou que está buscando solução negociada com os EUA, mas afirmou que algumas exigências feitas por Trump “não podem ser aceitas”. Lula também criticou as empresas de tecnologia americanas que, segundo ele, devem respeitar as leis brasileiras.
Enquanto isso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou que se encontrará com Trump neste domingo (28), na Escócia, para discutir relações comerciais entre EUA e União Europeia.
O mercado acompanha de perto as negociações, diante da expectativa de um novo “piso” tarifário global de 15%, que substituiria o anterior de 10%, segundo análise da Capital Economics.
Mercado segue cético com curto prazo da Bolsa
O cenário incerto pesou sobre as expectativas para a próxima semana. De acordo com o Termômetro Broadcast Bolsa, a parcela de agentes que espera queda do Ibovespa saltou de 14,29% para 42,86%. A fatia que projeta alta recuou de 57,14% para 28,57%. O restante acredita em estabilidade.
“Foi um dia de mercado de lado para a Bolsa e para a curva de juros. O dólar, sim, mostrou movimento mais forte, refletindo incertezas sobre a tarifa americana”, comentou Rodrigo Alvarenga, sócio da One Investimentos.
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Destaques do Ibovespa
Entre os principais papéis do Ibovespa, Petrobras (ON +0,46%, PN +0,13%), Itaú (PN +0,43%), Banco do Brasil (ON +0,85%) e Santander (Unit +0,15%) ajudaram a limitar as perdas do índice. Em contrapartida, Vale ON caiu 1,47%.
Entre as maiores altas do dia estiveram Vibra (+3,39%), Ultrapar (+2,54%) e Fleury (+2,33%). No lado oposto, Yduqs (-4,69%), Natura (-2,55%) e CSN Mineração (-2,27%) lideraram as perdas.
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