O dólar fechou esta sexta-feira (26) em queda de 0,20%, a R$ 5,17, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior e a continuidade da queda dos preços do petróleo. A atuação do Banco Central (BC) também contribuiu para reduzir distorções no mercado cambial, segundo analistas.
O principal fator por trás da desvalorização foi o recuo das cotações do petróleo. O contrato do petróleo Brent para setembro caiu 3,84%, para US$ 72,60 por barril, acumulando perdas próximas de 10% na semana e retornando aos níveis observados antes da escalada do conflito no Oriente Médio.
Mesmo após novas acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã teria utilizado drones contra embarcações que cruzavam o Estreito de Ormuz, o mercado manteve o movimento de queda da commodity.
Apesar da baixa no dia, a moeda americana acumulou alta de 0,05% na semana. Em junho, o avanço frente ao real chega a 2,47%. No ano, porém, o dólar ainda registra queda de 5,86%.
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Banco Central realiza novo “casadão”
Além do cenário externo, o Banco Central voltou a atuar no mercado de câmbio nesta sexta-feira. A autoridade monetária vendeu US$ 1 bilhão no mercado à vista e realizou um leilão de 20 mil contratos de swap cambial reverso, operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro.
Conhecida entre operadores como “casadão”, essa estratégia busca evitar desequilíbrios entre os mercados à vista e futuro. Embora não tenha impacto direto sobre a cotação do dólar, analistas afirmam que a operação ajuda a reduzir distorções e oferece sustentação ao real.
Dólar recua no exterior
O Dollar Index (DXY), indicador que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou para a região de 101 pontos no fechamento desta sexta-feira, após atingir mínima ao longo da manhã.
Já o rendimento dos Treasuries de dois anos, considerado um dos principais indicadores das expectativas para a política monetária americana, encerrou o dia próximo de 4,08%, abaixo dos níveis superiores a 4,20% registrados no início da semana.
Em fala ao Broadcast, o estrategista de câmbio do ING, Francesco Pesole, disse que os próximos eventos capazes de alterar as expectativas para os juros americanos serão a divulgação do payroll e do índice de preços ao consumidor (CPI).
Após a divulgação do núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) em linha com as expectativas, Pesole avalia que boa parte dos fatores positivos para o dólar já está incorporada aos preços.











