O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, encerrou a sessão da última sexta-feira (25) em queda de 0,21%, aos 133.524,18 pontos, refletindo a cautela do mercado diante da proximidade do prazo-limite (1 de agosto) para um acordo comercial com os Estados Unidos.
O presidente Donald Trump estaria preparando, segundo a Bloomberg, uma declaração de emergência para justificar legalmente a tarifa de 50% ao Brasil. De outro lado, 11 senadores democratas encaminharam uma carta a Trump, manifestando preocupação com “abuso de poder” em relação a imposição de tarifas ao país.
Com baixa liquidez, o índice devolveu os poucos ganhos da semana, que encerrou em leve alta de 0,11%. No mês, o Ibovespa acumula queda de 3,84%.
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No mercado internacional, a semana inicia com expectativas para a decisão de juros pelo Federal Reserve (Fed) nesta quarta-feira (30) e para a divulgação do payroll e do indicador de inflação preferido do Fed (PCE), em meio à divulgação dos resultados de gigantes da tecnologia, como Amazon, Apple, Meta e Microsoft.
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No cenário da guerra comercial, os EUA e a União Europeia anunciaram um acordo neste domingo, com redução da tarifa de 30% para 15%, abrangendo todos os setores, além de uma promessa da União Europeia de investir US$ 600 bilhões no mercado norte-americano.
Circulam ainda informações de que os Estados Unidos e a China estão em negociação para a extensão da trégua tarifária, por mais 90 dias.
No Brasil, o governo fica a ver navios, à espera de um sinal de boa-vontade dos EUA em negociar, a quatro dias do prazo final.
Neste domingo, em coletiva de imprensa, Trump rejeitou a prorrogação do prazo para as tarifas de países que ainda não fecharam um acordo.
Na agenda econômica, destaque para a decisão de política monetária nesta super quarta, com expectativa de manutenção da Selic, além dos dados de emprego e produção industrial, em meio às negociações tarifárias com os EUA.
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Manchetes desta manhã
- EUA e União Europeia fecham acordo para reduzir tarifas a 15% (Valor)
- ‘Novos serviços’ pesam na inflação e são desafio para BC (Estadão)
- Chanceler brasileiro chega aos EUA, mas sem sinal de que será recebido pela gestão Trump para discutir tarifas (Estadão)
- Governo Lula entra em semana decisiva contra tarifaço de Trump e deve finalizar plano de contingência (O Globo)
- CEO da Embraer diz aos EUA que gera 12,5 mil empregos no país (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa iniciam a semana em alta, com o acordo comercial entre EUA e União Europeia. A tarifa de 15% negociada com Washington ainda ficou acima das esperanças iniciais da Europa de garantir um zero a zero, mas foi recebida como melhor do que a taxa ameaçada de 30%.
Há pouco, o Primeiro-Ministro da França, François Bayrou, publicou no X que “Uma aliança de povos livres se resignou à submissão” e classificou a data do acordo como um “dia sombrio”.
Na Ásia, os índices também iniciaram a semana em alta, refletindo o otimismo do mercado com a notícia do acordo entre os EUA e a União Europeia.
A exceção foi o Japão, com o índice Nikkei fechando em queda de 1,05%. Na madrugada de quinta-feira (31), o Banco do Japão (BoJ) divulga sua decisão de política monetária, na esteira da super quarta.
Em Nova York, os índices futuros operam em alta, impulsionados pelo acordo comercial entre EUA e União Europeia.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro +0,2%
• FTSE 100 +0,1%
• CAC 40 +0,6%
• Nikkei 225 -1,1%
• Hang Seng +0,7%
• Shanghai SE Comp. +0,1%
• MSCI World -0,1%
• MSCI EM -0,1%
• Bitcoin +0,1% a US$ 118927,06
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Commodities
- Petróleo: sobe apoiado pelo acordo comercial entre os EUA e a União Europeia e possível extensão da pausa tarifária com a China, em um cenário de dólar americano mais forte e menores importações pela Índia. Do lado da oferta, é improvável que a OPEP+ altere os planos para aumentar a produção quando se reunir hoje.
O Brent/set sobe 0,96%, cotado a US$ 69,10 e o WTI/set valoriza 0,97%, a US$ 65,79. - Minério de ferro: fechou em queda de 1,75% em Dalian, na China, cotado a US$ 109,59/ton. Em Singapura, os contratos futuros caem 2,46%, cotados a US$ 100,50/ton e o O mercado à vista está recua 0,45%, cotado a US$ 99,10/ton.
Cenário internacional
Nos EUA, a agenda econômica será movimentada, com as decisões sobre política monetária nos Estado Unidos, além de indicadores relevantes como PIB, payroll e inflação.
A dois dias da reunião do Fed, o governo americano pediu juros “drasticamente mais baixos”, aumentando a pressão sobre o presidente do Banco Central, Jerome Powell.
No setor corporativo, grandes empresas americanas divulgam os resultados do segundo trimestre na semana, o que também deve movimentar as bolsas. Meta e Microsoft publicam seus números na quarta-feira (30); Amazon e Apple, na quinta (31).
Cenário nacional
No Brasil, a agenda da semana inicia com a divulgação do tradicional Boletim Focus, e também estão previstas as divulgações da Sondagem da Construção, da Balança Comercial da semana e do relatório mensal da dívida pública.
Durante a semana, destaque para a reunião do Copom, o IGP-M e dados do mercado de trabalho.
O mercado também deve repercutir a análise da Fitch sobre o Brasil. A agência de classificação de riscos afirmou que as altas taxas de juros no Brasil ainda são o principal desafio para a economia e preocupam mais que as tarifas de 50% de Trump.
No contexto das tarifas, um grupo de senadores se reúne hoje com o Congresso americano para tentar reabrir canais de diálogo sobre as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump aos produtos brasileiros.
Entre os compromissos do dia, o presidente Lula participa da inauguração da Usina Termelétrica GNA II, no Rio de Janeiro. A instalação assumirá a condição de maior termelétrica do Brasil, com capacidade de 1,7 GW.
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Destaques no mercado corporativo
- Usiminas: teve lucro de R$ 127,6 milhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 99,7 milhões no mesmo período do ano anterior.
- Totvs: o Conselho aprovou a compra da totalidade do capital social da Linx por R$ 3,05 bilhões.
- Carrefour Brasil: o Conselho aprovou a celebração de contratos de empréstimos de até R$ 9,8 bilhões.











