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Qual a diferença dos seus R$ 10 de hoje para o de 3 anos atrás?

Paulo Por Paulo
03/ago/2025
Em Economia, Notícias
O novo golpe do falso empréstimo estudantil pode acabar te afetando!

Saco de dinheiro em mão - Créditos: depositphotos.com / EdZbarzhyvetsky

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Uma nota de R$ 10. Há alguns anos, ela era a solução para um lanche da tarde ou para comprar os ingredientes que faltavam para o jantar. Mas e hoje? O que essa mesma nota, que parece valer cada vez menos, realmente compra no supermercado?

Fizemos uma viagem no tempo para uma comparação direta e reveladora: o que era possível comprar com R$ 10 em julho de 2022 versus o que é possível levar para casa com a mesma nota hoje, em julho de 2025. A resposta é um retrato duro da inflação de alimentos e um alerta para a importância de fazer compras cada vez mais inteligentes.

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Qual é o nosso experimento: uma viagem no tempo com R$ 10?

O nosso desafio é simples e direto. Pegamos uma nota de R$ 10 e montamos duas cestas de compras hipotéticas. A primeira, com os preços médios de itens básicos de 3 anos atrás. A segunda, com os preços médios que encontramos hoje nas prateleiras.

O objetivo é visualizar de forma clara e prática a perda do nosso poder de compra. É entender, na ponta do lápis, por que o dinheiro parece acabar antes do fim do mês, mesmo que a gente compre as mesmas coisas de sempre.

Qual a diferença dos seus R$ 10 de hoje para o de 3 anos atrás?
Mulher com dinheiro – Créditos: depositphotos.com / Krakenimages.com

A Cesta de 2022: o que R$ 10 compravam para uma refeição?

Em julho de 2022, com uma única nota de R$ 10, era perfeitamente possível montar a base para uma refeição simples e rápida para a família, como uma macarronada.

Nossa cesta de compras de 3 anos atrás incluía:

  • 500g de macarrão (aprox. R$ 2,50)
  • 1 sachê de molho de tomate (aprox. R$ 2,00)
  • 1 cebola média (aprox. R$ 1,50)
  • Alguns dentes de alho (aprox. R$ 3,00)
  • Total: Uma base para o jantar, com R$ 9,00 gastos e ainda um troco.

A Cesta de 2025: o que os mesmos R$ 10 compram hoje?

Avançamos no tempo para julho de 2025. Com a mesma nota de R$ 10 no bolso, a realidade no caixa do supermercado é completamente diferente. O poder de compra foi visivelmente corroído.

Nossa cesta de compras de hoje, com o mesmo orçamento, coube:

  • 1kg de arroz de uma marca econômica (aprox. R$ 6,00)
  • 1 cenoura grande (aprox. R$ 2,50)
  • Total: Dois itens básicos, com R$ 8,50 gastos. O molho, o macarrão e os temperos ficaram para trás.

Por que essa diferença é tão grande? A inflação na comida de verdade

A explicação para essa diferença brutal tem nome: inflação de alimentos. Nos últimos anos, o custo de produção, os preços dos combustíveis, a energia e a logística encareceram toda a cadeia produtiva, do campo à prateleira.

Itens básicos, que compõem o prato do dia a dia do brasileiro, como o arroz, o feijão, o leite e os legumes, foram fortemente impactados. O resultado é que hoje precisamos de muito mais dinheiro para comprar a mesma quantidade de comida que comprávamos antes.

Qual o impacto dessa perda de poder de compra no nosso dia a dia?

O impacto é sentido diretamente no orçamento familiar. Com o dinheiro rendendo menos, somos forçados a fazer escolhas difíceis: ou diminuímos a quantidade de comida que levamos para casa, ou optamos por produtos de qualidade inferior.

Essa realidade torna o planejamento de compras e a luta contra o desperdício não mais uma “dica de economia”, mas uma verdadeira necessidade para conseguir fechar as contas no fim do mês sem passar por dificuldades.

Como “driblar” a inflação e fazer seu dinheiro render mais?

Lutar contra a alta dos preços exige uma postura mais estratégica e atenta na hora das compras. Não podemos controlar a economia, mas podemos controlar nossas escolhas.

Para fazer seu dinheiro render mais, mesmo em um cenário de inflação:

  • 1. Pesquise e compare preços incansavelmente: Use folhetos e aplicativos. A diferença de preço de um mesmo item entre supermercados pode ser enorme.
  • 2. Torne-se um caçador de promoções: Fique de olho nos dias de oferta de cada setor (terça do hortifrúti, sexta da carne) e concentre suas compras nesses dias.
  • 3. Domine os ingredientes básicos e que rendem: Aprenda a cozinhar com itens de alto rendimento e baixo custo, como ovos, leguminosas (feijão, lentilha) e raízes.
  • 4. Pratique o desperdício zero: Cada grama de comida jogada fora é dinheiro que foi corroído pela inflação e que não volta mais. Use as sobras de forma criativa.
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