O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, iniciou o mês em baixa de 0,48%, aos 132.437 pontos, impactado por dados fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos e, sobretudo, pelo aumento da tensão política após a inclusão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na lista de sancionados pela Lei Magnitsky.
As sanções aplicadas ao ministro já atingem instituições financeiras brasileiras que operam em dólar ou têm vínculos com o sistema financeiro americano, obrigando-as a cumprir a ordem de bloqueio de bens do ministro, sob pena de sofrer punições severas.
Enquanto as ações da Vale subiram 0,54% e Petrobras ON (PETR3) e PN (PETR4) caíram 1,42% e 1,32%, respectivamente, o setor bancário foi fortemente impactado pelas relações com os EUA.
O Banco do Brasil liderou as perdas, despencando 6,85%, por ser a instituição responsável pelos pagamentos dos servidores do governo, inclusive de Alexandre de Moraes, sancionado pela lei internacional.
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O mercado internacional aguarda com expectativa a notícia de um acordo entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o governo brasileiro antes que a tarifa de 50% sobre alguns produtos brasileiros entre em vigor, o que está previsto para a próxima quarta-feira (6).
Na agenda econômica da semana, destaque para a decisão sobre os juros pelo Banco da Inglaterra (BoE) e para a balança comercial da China.
No Brasil, destaque para a divulgação dos dados do Caged às vésperas da ata do Copom, que deve reforçar o tom de incerteza e cautela do Banco Central, além de resultados corporativos importantes, como Petrobras, Itaú, Embraer e B3.
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Manchetes desta manhã
- Mercado aquecido faz volume de ações trabalhistas crescer 7,8% no 1º semestre (Valor)
- EUA indicam que taxa é definitiva, e Lula afirma ter ‘limite de briga’ (O Globo)
- Gonet cita indícios de crime de Rui Costa em contrato na Bahia (Estadão)
- Veja o peso comercial de produtos brasileiros isentos e incluídos em taxas dos Estados Unidos (Folha)
- Investimento chinês no Brasil bate recorde e se diversifica (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa iniciam a semana em alta após a liquidação de sexta-feira (1) após a Casa Branca atingir praticamente todos os seus parceiros comerciais com uma série de novas taxas. Nesta segunda-feira, a sessão é fraca de dados e balanços.
Na Ásia, os índices encerraram o primeiro pregão da semana sem direção definida, com as bolsas chinesas terminando a sessão em alta e Tóquio na contramão, com o índice Nikkei perdendo 1,92%.
Em Nova York, os índices futuros avançam com apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) após dados de emprego fracos.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro +0,7%
• STOXX 600 +0,6%
• FTSE 100 +0,3%
• Nikkei 225 -1,2%
• Shanghai SE Comp. +0,7%
• MSCI EM +0,7%
• Dollar Index estável
• Yield 10 anos +2bps a 4,2355%
• Bitcoin estável a US$ 114401,25
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Commodities
- Petróleo: cai após a Opep+ concordar com outro grande aumento na produção em setembro (547 mil bpd) para recuperar participação de mercado.
A medida marca uma reversão completa e antecipada da maior parcela de cortes de produção do cartel, totalizando cerca de 2,5 milhões de bpd, ou cerca de 2,4% da demanda mundial.
O Brent/outubro cai 1,52%, cotado a US$ 68,61 o barril e o WTI/setembro cede 1,68%, a US$ 66,20 - Minério de ferro: fechou em alta de 0,76% em Dalian, na China, cotado a US$ 110,18/ton. Em Singapura, os contratos futuros valorizam 1,50%, cotados a US$ 101,50/ton e o mercado à vista avança 1,40%, cotado a US$ 101,05/ton.
Cenário internacional
Nos EUA, diante das apostas em cortes de juros pelo Fed este ano após dados fracos do mercado de trabalho americano, Donald Trump divulgou em suas redes sociais que ordenou a demissão de Erika McEntarfer, presidente do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.
Além disso, a dirigente do Fed, Adriana Kugler, entregou sua carta de demissão na última sexta-feira, indicando que deixará a instituição no dia 8 de agosto.
A agenda econômica será mais esvaziada nesta segunda-feira, com destaque para as encomendas da indústria dos Estados Unidos e o PMI Composto no Japão e China.
Cenário nacional
No Brasil, no cenário das negociações comerciais, o presidente Lula disse que o Brasil quer negociar em igualdade de condições com os Estados Unidos porque tem “tamanho, postura e interesses” para isso.
Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo está confiante no plano de contingência. Segundo ele, a articulação vai ajudar o Brasil a superar o cenário de imposição da tarifa de 50%.
Enquanto isso, entidades do consumo e varejo preparam um documento para o governo detalhando os impactos do tarifaço e propostas de apoio, como suspensão da alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
A agenda econômica traz a divulgação do tradicional Boletim Focus, que é o primeiro relatório após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15%, anunciada na última quarta-feira.
Às 14h30, será divulgado o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente a junho.
No setor corporativo, a Copasa, BB Seguridade, Pague Menos e Tegma divulgam seus resultados do segundo trimestre do ano.
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Destaques no mercado corporativo
- Eletrobras, Cemig e a chinesa CTG: garantiram extensão das concessões de usinas hidrelétricas após vencerem leilão da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) na sexta-feira (1º).
- Petrobras: anunciou um aumento de 4,7% no preço médio do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras, válido a partir de sexta-feira. O reajuste equivale a R$ 0,16 por litro a mais em relação ao mês anterior.
- Banco do Brasil: caiu 6,85% com risco de sanção dos EUA e lucro de R$ 500 mi em maio; BB divulga balanço em 14/8
- VALE e Cedro: negociam com investidor japonês compra da Bamin.
- Usiminas e CSN: AGU recomenda ao Cade cumprimento de decisão que obriga venda de ações.











