O faturamento no varejo alimentar aumentou 8% segundo trimestre de 2025, na comparação anual, segundo levantamento da Mtrix Market Insights. Entretanto, o número de vendas caiu 1,3%. O preço médio dos produtos teve alta de 9,5%.
Somente em junho, o varejo alimentar apresentou queda de 4,3% nas vendas. Para Leandro Rosadas, economista e especialista em gestão de supermercados, o movimento está ligado ao alto endividamento das famílias brasileiras.
Apesar da taxa de desemprego baixa e da expansão do trabalho informal, muitos consumidores priorizaram itens básicos, como arroz e feijão, reduzindo a compra de produtos considerados supérfluos.
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Rosadas afirma que a queda no consumo foi mais acentuada em categorias não essenciais. Itens de higiene e cuidados pessoais recuaram 9,3% em volume e 6,1% em valor, mesmo com reajuste médio de 3,7% nos preços.
Já entre os produtos sazonais, como sorvete (-23,6%), polpa de fruta (-16,2%) e iogurte (-7%), o desempenho fraco foi influenciado pelo clima mais frio em junho.
O setor de bebidas alcoólicas registrou a maior queda em unidades da série histórica, com recuo de 5,3% no trimestre. As maiores baixas foram de cerveja (-16,1%), suco (-16,3%) e bebidas vegetais (-41,1%).











