A Arandu Investimentos, antiga Reag Investimentos, terá suas ações ordinárias negociadas na B3 sob o novo código ARND3 a partir de 3 de dezembro. A alteração marca o início da fase de transição da gestora, três meses depois das investigações da Operação Carbono Oculto.
O nome de pregão também será atualizado para ARANDU, substituindo o anterior, REAGINVEST. A mudança foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada em 21 de novembro e comunicada ao mercado nesta terça-feira (25) pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
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Reestruturação busca afastar empresa das polêmicas recentes
A Reag Investimentos adotou o novo nome como parte de uma estratégia de reposicionamento. Em agosto, a gestora foi um dos alvos da megaoperação que investigou o uso de fundos e fintechs por grupos criminosos, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Polícia Federal apontou, na ocasião, indícios de que veículos de investimento eram usados para ocultação e movimentação de recursos ligados a fraudes em combustíveis e sonegação de impostos.
A troca de marca ocorre em meio aos esforços para reduzir os efeitos reputacionais do caso. Entenda mais dos efeitos no mercado financeiro com o episódio do podcast Ligando os Pontos, apresentado por Marcos de Vasconcellos, CEO do Monitor do Mercado.
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Venda de ativos integra plano de reorganização
A Arandu informou também a venda da totalidade de suas participações na Empírica Holding e na Empírica Cobranças para a Nova S.R.M.
A transação prevê:
- R$ 2,5 milhões à vista na parcela fixa;
- Cinco parcelas variáveis, que podem somar R$ 22,5 milhões, corrigidos pelo IPCA;
- Transferência à compradora das parcelas contingentes devidas a antigos sócios da Empírica, estimadas entre R$ 36 milhões e R$ 50 milhões.
Segundo a companhia, o movimento faz parte da estratégia de “reordenar o portfólio de participações”.
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Reag Capital deixa a Bolsa após Operação Carbono Oculto
No início de outubro, a Reag Capital Holding, ex-controladora da companhia, pediu o cancelamento do registro de companhia aberta à CVM, encerrando sua presença no mercado de capitais.
A decisão veio após sucessivos desinvestimentos e reestruturações motivados pela Operação Carbono Oculto.
Assim, a Reag Capital saiu da categoria B, destinada a companhias que emitem valores mobiliários (como debêntures e cotas de fundos de investimento), mas não possuem ações negociadas na Bolsa.


