As ações do IRB Re (IRBR3) saltam 11.35% na tarde desta segunda-feira (8), negociadas a R$ 53,27, após o J.P. Morgan revisar a recomendação dos papéis de underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra), e elevar o preço-alvo de R$ 54 para R$ 64.
O banco também colocou a resseguradora como a nova preferida no setor e reacendeu as projeções de valorização e dividendos para os próximos anos.
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O J.P. Morgan estima ainda que “a IRB poderá distribuir 50% dos lucros em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028, gerando dividendos com rendimentos de 8%, 13% e 18%, respectivamente.”
Com base nessas projeções, o banco aumentou o preço-alvo para o final de 2026 para R$ 64 por ação (antes R$ 54), refletindo principalmente dividendos maiores no modelo de desconto de dividendos devido ao capital excedente e à realização dos créditos fiscais.
Desempenho de IRBR3 ainda segue abaixo de índices da B3
Neste ano, os papéis IRBR3 acumulam valorização de aproximadamente 13%, mas, segundo analistas, ainda seguem abaixo do desempenho do Ibovespa, que avança cerca de 31%, e do índice MSCI Brazil Financials, que sobe aproximadamente 47% em reais.
O J.P. Morgan afirma ainda que vários papéis do setor já negociam com múltiplos elevados após a valorização de 2024, mas vê espaço para reavaliação no IRB.
A ação opera a 5,5 vezes o P/L (relação entre preço e lucro por ação) em caixa, com expectativa de crescimento médio anual dos lucros (CAGR) de cerca de 16% para 2025 a 2027.
Em P/VPA (preço sobre valor patrimonial), o papel está em 1,3 vez o indicador ajustado (excluindo créditos fiscais) e com previsão de retorno sobre patrimônio (RoTE) entre 23% e 24%.
J.P. Morgan prevê valorização e dividendos de IRBR3
Segundo o J.P. Morgan, o IRB tem espaço para avançar na Bolsa e retomar o pagamento de dividendos. Por isso, o banco passou a recomendar compra e ampliou o preço-alvo para R$ 64 em 2026.
O valor implica potencial de alta de 33% em relação ao fechamento de sexta-feira (5), quando a ação era negociada a R$ 47,84.
Por outro lado, o crescimento dos prêmios emitidos segue como a principal preocupação dos investidores. O banco projeta retração de 11% em 2025 e recuperação de 5% em 2026, favorecida por uma base comparativa mais fraca.
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A instituição, no entanto, reconhece que existe risco de o negócio não conseguir entregar crescimento. Ainda assim, avalia que o investidor poderá ser remunerado por meio de dividendos.
O banco também aponta expectativa de lucro em caixa distribuível maior, impulsionado pelo uso de créditos fiscais, além de um índice de solvência considerado confortável, com projeção de terminar 2025 acima de 260%.











