Com o pagamento do 13º salário e a proximidade do Natal, criminosos desenvolveram novas abordagens para roubar idosos, focando especificamente no “Golpe do Presente” e na “Falsa Revisão de Benefício”. A mistura de dinheiro extra na conta com a emotividade das festas cria o cenário perfeito para perdas financeiras irreparáveis.
Como o ‘golpe do presente’ engana a vítima na porta de casa?
Nesta modalidade, um falso entregador chega à residência do idoso com uma cesta de Natal ou um presente supostamente enviado por um ente querido anônimo. A surpresa e a curiosidade baixam a guarda da vítima, que aceita o item prontamente.
O golpe ocorre quando o motoboy cobra uma “taxa de entrega” simbólica (ex: R$ 5,00) que só pode ser paga no cartão. Ele utiliza uma maquininha com o visor danificado ou coberto com fita, e ao digitar a senha, o idoso aprova um débito de milhares de reais sem perceber.

O que diz a falsa mensagem sobre o 13º salário?
Criminosos enviam mensagens de WhatsApp alegando um erro no cálculo do 13º salário do INSS, afirmando que existe um valor residual alto para ser sacado. Para dar veracidade à fraude, eles enviam links de sites falsos que imitam o portal Gov.br, induzindo o idoso a inserir senhas pessoais e bancárias.
Com esses dados capturados na página falsa, os golpistas conseguem acessar a conta real da vítima. Eles contratam empréstimos consignados ou limpam o saldo bancário em minutos, antes que o idoso perceba que o site não era oficial.

Por que a emoção do Natal facilita esses crimes?
O fim de ano é um período de maior sensibilidade emocional, onde a solidão de muitos idosos os torna vulneráveis a demonstrações de afeto, mesmo que vindas de estranhos. O desejo de receber uma lembrança ou de ter um dinheiro extra para presentear a família supera a desconfiança natural.
Os criminosos exploram essa boa-fé usando scripts de engenharia social que apelam para a urgência e a oportunidade única. Eles impedem que o idoso raciocine ou ligue para um parente para confirmar a história.
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Como identificar a mentira antes de pagar?
A melhor defesa é o conhecimento dos procedimentos reais de entregas e benefícios. Empresas de logística não cobram taxas extras na porta e o governo não pede Pix para corrigir erros de pagamento.
Utilize a tabela abaixo para diferenciar rapidamente uma situação segura de uma tentativa de furto:
| Situação Suspeita (Golpe) | Situação Segura (Realidade) |
| Entregador exige taxa no cartão e esconde o visor. | Taxas de entrega são pagas pelo remetente (quem enviou). |
| Mensagem pede taxa para liberar o 13º salário. | O INSS deposita correções automaticamente na conta. |
| Oferta urgente de dinheiro via WhatsApp. | O governo não usa WhatsApp para tratar de valores. |
Fui vítima, quais são os passos obrigatórios agora?
Se você caiu na armadilha, a rapidez é sua maior aliada. Ligue imediatamente para o banco (número no verso do cartão), bloqueie a conta e peça a abertura do MED (Mecanismo Especial de Devolução). É essencial registrar o crime na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil para que a polícia possa rastrear a quadrilha e identificar os padrões do golpe.
Após bloquear o dinheiro e formalizar a ocorrência, siga este roteiro de proteção adicional:
- Avise seus familiares imediatamente para que fiquem atentos a novos contatos em seu nome.
- Troque todas as suas senhas de aplicativos bancários e do portal do governo.
- Monitore seu extrato bancário diariamente nas próximas semanas em busca de agendamentos suspeitos.











