Muitos motoristas brasileiros dominam as sinalizações básicas, mas o desconhecimento de placas específicas pode resultar em infrações graves e pontos na carteira. Com a modernização das leis de trânsito e a instalação de novas câmeras de monitoramento, o desrespeito à sinalização menos comum gera autuações automáticas. Entender essas placas é essencial para garantir a segurança viária e evitar prejuízos financeiros inesperados.
A placa de proibição de tráfego de veículos de carga
Uma das sinalizações que mais causa confusão é a placa R-9, que proíbe o trânsito de veículos de carga em determinadas vias ou faixas. Muitas vezes, motoristas de caminhonetes ou veículos utilitários pequenos acreditam que a regra não se aplica a eles por estarem em veículos leves. Entretanto, a fiscalização eletrônica utiliza sensores de peso e altura para identificar qualquer veículo que se enquadre na restrição local.
Além da restrição de circulação, essa placa costuma vir acompanhada de horários específicos de proibição. O desrespeito a essa norma é considerado uma infração média, resultando em multa e quatro pontos na CNH. Consequentemente, o condutor deve estar atento às placas auxiliares que detalham as dimensões máximas permitidas para evitar a entrada em zonas restritas de grandes centros urbanos.
Confira abaixo os detalhes que o motorista deve observar:
- Sinalização Auxiliar: Informações sobre horários, dias da semana e exceções para carga e descarga.
- Fiscalização Eletrônica: Presença de câmeras OCR que leem a placa e identificam o tipo de veículo.
- Raio de Giro: Placas que proíbem veículos longos devido à estreiteza das curvas em bairros históricos.
O significado da placa de circulação exclusiva de ônibus
A placa R-32 determina que uma faixa ou via é de circulação exclusiva para ônibus de transporte público. Muitos condutores ignoram essa sinalização em horários de pico ou ao tentar realizar conversões à direita, entrando precocemente na faixa restrita. Atualmente, radares de velocidade e câmeras de monitoramento flagram essa invasão de forma automática em cidades como São Paulo e Curitiba.
Transitar em faixas exclusivas à direita é uma infração leve ou média, mas invadir corredores de ônibus à esquerda é considerado infração gravíssima. Além do valor elevado da multa, o motorista acumula sete pontos na carteira de habilitação. Por isso, a sinalização deve ser respeitada rigorosamente, utilizando a faixa exclusiva apenas nos trechos pontilhados destinados exclusivamente para acessar garagens ou virar esquinas.
A seguir, veja os dados da tabela para comparar as multas por desrespeito à sinalização:
| Placa de Trânsito | Tipo de Infração | Valor Aproximado | Pontuação |
| R-9 (Carga) | Média | R$ 130,16 | 4 pontos |
| R-32 (Ônibus Dir.) | Leve/Média | R$ 88,38 a R$ 130,16 | 3 ou 4 pontos |
| Corredor à Esq. | Gravíssima | R$ 293,47 | 7 pontos |
| R-6a (Proibido Est.) | Média | R$ 130,16 | 4 pontos |

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Como evitar multas por falta de atenção à sinalização
O primeiro passo para evitar autuações é reduzir a velocidade ao entrar em vias desconhecidas, permitindo tempo hábil para a leitura das placas verticais. Muitas prefeituras instalam sinalizações experimentais ou temporárias devido a obras ou eventos, o que pode confundir quem utiliza a rota habitualmente. Além disso, o uso de aplicativos de navegação como o Waze ou Google Maps ajuda a alertar sobre restrições de rodízio e zonas de baixa emissão.
Ademais, o motorista deve conferir se a placa possui informações complementares logo abaixo do símbolo principal. Muitas vezes, uma proibição de estacionar é válida apenas em dias úteis ou em horários específicos de limpeza pública. Ignorar essas letras miúdas é o erro mais comum que leva ao guinchamento do veículo ou à emissão de multas automáticas por câmeras de monitoramento fixas.




