A B3 divulgou a nova carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2) para 2026, que entra em vigor nesta segunda-feira (5), e contará com 65 companhias — quatro a mais do que no ciclo anterior. Em 2025, 75% das empresas presentes no indicador apresentaram melhora na eficiência de emissões.
De acordo com a B3, o ICO2 reforça o compromisso da Bolsa com o desenvolvimento de instrumentos que auxiliem investidores e empresas na transição para uma economia de baixo carbono, a partir de métricas objetivas e comparáveis.
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Para Virginia Nicolau, superintendente de Sustentabilidade da B3, a realização da COP30 no Brasil, reforçou a importância do acompanhamento das emissões de carbono entre empresas listadas e investidores.
“Tudo precisa começar com mensuração, por isso o ICO2 avalia as emissões em relação à receita das empresas, com o objetivo de estimular boas práticas aliadas ao incremento de produtividade. Sustentabilidade pode e deve estar alinhada ao crescimento econômico, e esse índice é um incentivador da melhoria contínua das empresas em suas jornadas”, afirma.
Como funciona o Índice Carbono Eficiente (ICO2)
O processo de seleção para a carteira de 2026 contou com a participação de 94 empresas. A metodologia do índice é baseada em duas dimensões principais.
A primeira avalia a adoção de boas práticas de gestão climática, como a divulgação de inventário de emissões assegurado, definição de metas de neutralidade de carbono (Net Zero), existência de plano de transição climática e supervisão do tema pelo Conselho de Administração.
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A segunda dimensão mede a eficiência das emissões de gases de efeito estufa em relação à receita da companhia, indicador conhecido como intensidade de carbono. Quanto menor esse coeficiente, maior a eficiência ambiental do negócio.
Avanços nas práticas de gestão climática
A nova carteira evidencia avanços relevantes entre as empresas que permaneceram no índice. Segundo a B3, 26% dessas companhias ampliaram o número de práticas de gestão climática adotadas em relação ao ano anterior.
Ao todo, 14 empresas já cumprem integralmente as 10 práticas previstas na metodologia do ICO2. São elas: Allos, Banco do Brasil, Bradesco, Cemig, Engie Brasil, Grupo Natura, Isa Energia, Itaú Unibanco, Lojas Renner, Motiva, Santander, Vivo (Telefônica), Tim e Vibra.
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Setor de previdência e seguros tem maior avanço
O destaque setorial foi o segmento de Previdência e Seguros, que registrou redução de 62% no coeficiente de emissão por receita. No ranking geral, as dez companhias com melhor relação entre emissões e faturamento são:
