O Ibovespa segue alçando novos voos e alcançou duranta a tarde o patamar de 183.359,56 pontos, com alta superior a 2,5%. Somente nesta terça-feira (27), o índice avança quase 5 mil pontos desde a abertura.
A divulgação da prévia da inflação (IPCA-15) de janeiro abaixo das expectativas contribuiu para o movimento. Mas na visão dos economistas do BTG Pactual, o rali da Bolsa brasileira segue tendo o fluxo estrangeiro como principal motor — movimento que também ocorre em outros mercados emergentes.
- Se você quer investir com autonomia, segurança e profundidade, a Trilha da Virada Financeira 2026 é o caminho. Clique aqui e descubra!
“O Ibovespa saltou 11% nas três primeiras semanas do ano (15% em dólar), dado o ingresso forte de recursos estrangeiros”, afirmam os analistas Carlos Sequeira, Leonardo Correa, Antonio Junqueira e Osni Carfi. Segundo o banco, o fluxo externo para a B3 já representa o maior aporte mensal em um ano.
Confira o comparativo do Ibovespa em dólares:
- Colômbia (COLCAP): subiu 24% em dólares
- Brasil (Ibovespa): 15%
- Chile (Chile IPSA) 14%
- México (Mexbol) 10%
- Estados Unidos (S&P 500): 1%
O BTG observa que fundos de mercados emergentes captaram US$ 17,5 bilhões em janeiro, após ingressos de US$ 13,1 bilhões em dezembro e US$ 9 bilhões em novembro de 2025. Esse volume equivale a quase metade de todo o fluxo registrado ao longo do ano passado.
- Reduza a conta de energia sem obras nem investimentos. Levantamento gratuito mostra quanto você pode economizar no mercado livre de energia
Investidor estrangeiro tem preferência por ações líquidas no Ibovespa e ETFs
O relatório aponta que investidores estrangeiros concentram compras em empresas de grande liquidez, o que facilita entradas e saídas do mercado. Em 2025, as maiores compras líquidas foram Vale (VALE3), Eneva (ENEV3), Sabesp (SBSP3) e Axia (AXIA3).
Em 2026, Vale segue na liderança, seguida por Petrobras (PETR3; PETR4), MBRF (MBRF3), Prio (PRIO3) e Eneva. Apenas a mineradora adicionou cerca de 3 mil pontos ao Ibovespa neste ano. Grande parte dessas compras ocorre via fundos de índice (ETFs).
A formação de cotas do EWZ, principal ETF que replica o mercado brasileiro no exterior, cresceu 78% em relação a 2025. O número de cotas superou o recorde registrado em 2019, ampliando o peso de ações como Vale, Petrobras e Itaú na absorção dos fluxos.
Investidor local segue vendedor
Enquanto o capital externo impulsiona a Bolsa, investidores institucionais domésticos permanecem na ponta vendedora. O saldo negativo soma R$ 2,1 bilhões no ano.
- Fale agora com a Clara, nossa atendente virtual, e tire suas dúvidas sobre investimentos e imóveis: Iniciar conversa
Os fundos de ações locais registraram resgates líquidos de R$ 63 bilhões em 2025 e continuam com saídas em 2026, também de R$ 2,1 bilhões, ainda que em ritmo menor. Hoje, apenas 8,7% do patrimônio desses fundos está alocado em renda variável.
O BTG projeta que a Selic caia de 15% para 12% até dezembro, o que pode abrir espaço para uma migração gradual de recursos da renda fixa para ações.




