O Ibovespa ultrapassou a marca dos 187 mil pontos pela primeira vez nesta terça-feira (3) após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que reforçou a sinalização de início do ciclo de flexibilização da política monetária a partir de março, caso o cenário esperado se confirme.
Durante a sua máxima, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira avançou mais de 4.300 pontos em relação à abertura. Desde o início do pregão, o Ibovespa somou renovações de recordes, apoiado também pela queda das taxas de juros futuras, valorização de ações ligadas à economia doméstica e fluxo estrangeiro positivo.
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Às 12h40, o Ibovespa subia 1,97%, aos 186.397,75 pontos. Em comentário enviado ao Monitor do Mercado, Alexandre Pletes, head de renda variável na Faz Capital, explicou que o resultado é puxado pelas blue chips (maiores empresas da Bolsa).
“Empresas que são o carro-chefe do Ibovespa estão influenciando no resultado, como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4), além das empresas do setor financeiro que operam em forte alta”, disse Pletes.
Pletes complementou afirmando que, a continuidade do fluxo estrangeiro muito forte junto da conjuntura da política monetária que deve ser adotada ao longo do ano com redução dos juros também impacta no resultado.
Queda do dólar e dos juros reforça movimento
O rali do Ibovespa veio acompanhado de recuo do dólar e das taxas de juros. A moeda americana caía 0,77%, a R$ 5,22, enquanto os contratos futuros de juros operavam em queda ao longo da curva. O índice futuro do Ibovespa também renovava máximas, chegando a 187.415 pontos, com alta de 2,06%.
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Segundo Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, o avanço encontra respaldo nos fundamentos. “Há fundamento para a alta, principalmente via queda de juros e fluxo estrangeiro”, afirmou.
Além da ata do Copom, investidores também reagiram a dados de atividade mais fracos, como a produção industrial de dezembro, que recuou mais do que o esperado.
Para o mercado, números mais moderados reforçam o argumento de que há espaço para o início do ciclo de cortes de juros, o que favorece ativos de risco, especialmente ações ligadas ao consumo e ao crédito.
Destaques do Ibovespa no pregão
As ações mais sensíveis à economia doméstica lideram os ganhos nesta manhã, refletindo a expectativa de juros mais baixos à frente. C&A (CEAB3) avançava 2,65%, Direcional (DIRR3) subia 2,96%, Vamos (VAMO3) ganhava 4,42% e Cury (CURY3) tinha alta de 1,78%.
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Papéis do varejo, como Lojas Renner (LREN3), Magazine Luiza (MGLU3) e Vivara (VIVA3), também operavam no campo positivo.
Já no setor financeiro, Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Itaú Unibanco (ITUB4) e as units BTG Pactual (BPAC11) e Santander (SANB11) operam em terreno próximo de 1%.
