As exportações brasileiras de produtos agropecuários totalizaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, informou o Ministério da Agricultura em nota técnica. O valor representa queda de 2,2% na comparação anual, o equivalente a US$ 244 milhões a menos.
Apesar do recuo anual, o resultado foi o terceiro maior da série histórica para meses de janeiro. O agronegócio respondeu por 42,8% das exportações totais do país no período.
Segundo o ministro Carlos Fávaro, o desempenho do setor reflete avanços em sanidade animal e negociações comerciais. Entre os destaques estão o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação e a retirada de tarifas adicionais dos Estados Unidos para produtos como a carne bovina in natura.
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Esses fatores, segundo o ministério, ampliam o acesso a mercados e sustentam o desempenho do agronegócio mesmo em um cenário de preços internacionais mais baixos.
Importações caem, mas superávit do agro se mantém
As importações brasileiras de produtos agropecuários somaram US$ 1,63 bilhão em janeiro, queda de 11,2% em relação a 2025. Os principais itens importados foram papel, trigo, salmão, fibras e produtos têxteis.
A redução foi puxada principalmente pela menor compra de cacau, trigo e malte. Ao mesmo tempo, o Brasil importou US$ 940 milhões em fertilizantes e US$ 301,3 milhões em defensivos agrícolas.
Com isso, o superávit da balança comercial do agronegócio ficou em US$ 9,12 bilhões, levemente abaixo do registrado um ano antes.
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Preços caem no agro, mas volume cresce
Segundo o ministério, o desempenho foi impactado pela queda de 8,6% nos preços médios internacionais, parcialmente compensada por um aumento de 7% no volume exportado.
A pasta destacou que indicadores globais confirmam o movimento de recuo de preços. O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação caiu 0,4% em janeiro ante dezembro e 0,6% na comparação anual. Já o índice do Banco Mundial recuou 3,1% em 12 meses.
Esses índices medem a variação média dos preços internacionais de alimentos e ajudam a explicar a redução do valor exportado, mesmo com maior quantidade embarcada.
Carnes lideram e batem recorde
As proteínas animais registraram recorde de exportações no mês. A carne bovina in natura foi o principal item da pauta, com US$ 1,3 bilhão em vendas externas.
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Os seis principais setores exportadores do agronegócio em janeiro foram:
- Carnes: US$ 2,58 bilhões
- Complexo soja: US$ 1,66 bilhão
- Produtos florestais: US$ 1,38 bilhão
- Cereais, farinhas e preparações: US$ 1,12 bilhão
- Café: US$ 1,10 bilhão
- Complexo sucroalcooleiro: US$ 750 milhões
Juntos, esses segmentos responderam por 79,8% do total exportado, somando US$ 8,6 bilhões.
China mantém liderança entre destinos
A China permaneceu como principal destino do agronegócio brasileiro, com US$ 2,16 bilhões em compras, o equivalente a 20% do total exportado no mês e crescimento de 5,4% na comparação anual.
Na sequência aparecem a União Europeia, com US$ 1,69 bilhão (queda de 11%), e os Estados Unidos, com US$ 705,5 milhões (recuo de 31%).
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O ministério destacou crescimento das exportações para países como Emirados Árabes Unidos, Turquia, Filipinas, Irã, Iraque, Arábia Saudita, Japão e Chile.
Avanço no Sudeste Asiático
As exportações para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) cresceram 5,7% em janeiro, indicando maior presença do agro brasileiro em mercados como Filipinas, Indonésia, Vietnã, Tailândia e Malásia.
Segundo a pasta, a diversificação de destinos no agro contribui para reduzir a dependência de poucos mercados e commodities.











