O dólar fechou esta segunda-feira (24) em queda de 0,26%, a R$ 5,15, chegando à quarta sessão seguida de desvalorização frente ao real. O movimento ocorreu em meio à valorização de moedas emergentes e à entrada de capital estrangeiro no Brasil.
Segundo analistas, a valorização do real ocorre em um contexto de rotação global de carteiras. Esse movimento acontece quando investidores reduzem exposição a ativos em dólar e aumentam posições em mercados emergentes, como o Brasil.
Dados do Banco Central (BC) do Brasil mostram que, em janeiro, houve entrada líquida de US$ 3,752 bilhões em ações e de US$ 6,939 bilhões em títulos de renda fixa. O investimento em carteira, que inclui fundos, somou US$ 8,867 bilhões, maior valor mensal desde julho de 2018.
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Dólar sobe no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou em leve alta, próximo de 97,8 pontos no fim da tarde.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
O iene recuou mais de 0,70% após relatos de que a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, manifestou reservas quanto a novos aumentos de juros em reunião com o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda.
Juros dos EUA
No exterior, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, recuaram diante da percepção de menor pressão inflacionária. A expectativa é que a inflação americana retorne gradualmente para a faixa de 2% a 2,2% até o fim do ano.
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Esse cenário pode abrir espaço para o Federal Reserve (Fed) retomar cortes de juros no fim do segundo trimestre ou no início do terceiro.
Pela manhã, a Casa Branca confirmou a aplicação de tarifa global de 10% sobre importações por 150 dias, abaixo dos 15% mencionados anteriormente por Donald Trump. A medida ocorre após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais as tarifas recíprocas anunciadas em abril do ano passado.











