O dólar fechou esta segunda-feira (27) em alta de 0,62%, a R$ 5,11. A valorização da moeda norte-americana ocorreu mesmo em um dia de recuperação da Bolsa brasileira e de melhora no mercado de renda fixa.
A principal pressão sobre o real veio da forte queda do petróleo no mercado internacional. O contrato do Brent para outubro encerrou o dia em baixa de 6,33%, a US$ 85,87 por barril, após a sinalização de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã.
Embora a redução das tensões geopolíticas costume favorecer ativos de risco, o recuo da commodity afeta o Brasil por outro motivo. Como o país é exportador líquido de petróleo, preços menores reduzem a entrada potencial de dólares pelas exportações, deteriorando os chamados termos de troca — indicador que compara os preços dos produtos exportados com os dos bens importados.
Além da queda do petróleo, operadores também citaram o impacto das tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros, além do ambiente político doméstico.
Outro fator monitorado pelos investidores é a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), marcada para esta quarta-feira (29). O mercado espera que a autoridade monetária mantenha os juros inalterados, mas acompanha com atenção o comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).
Segundo João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp, a alta do dólar não foi intensa e pode estar relacionada a ajustes técnicos. Para ele, após oscilar entre R$ 5,04 e R$ 5,08, parte dos investidores pode ter aproveitado para encerrar posições no dólar antes da reunião do Fed.
Apesar da alta desta sessão, o dólar ainda acumula queda de 0,98% em julho e de 6,86% no ano. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,04%.











